A carreira noturna

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A vida noturna se parece – em alguns aspectos – com a carreira de um jogador de futebol.

Pego de exemplo uma camisa 9.

Nas primeiras festas que o então garoto vai, ele ainda está no time B, joga algumas partidas do campeonato estadual e quer uma chance no time de cima. Ele estranha um pouco o gramado mas quer mostrar serviço logo de cara, com isso, acaba não sendo muito exigente com os alvos femininos e acaba ficando com qualquer uma pelo simples fato de marcar o gol.

Num segundo momento, já lá pelos 20, jogando no time principal e disputando campeonatos nacionais, ele é mais seleto e acaba fazendo grandes apresentações, onde faz gol até de bicicleta, e outras nem tanto, onde um gol oriundo de um bate rebate já serve.

Aqui o rapaz começa a ter noção de jogo de equipe. Onde às vezes ele fica sem marcar mas acaba deixando os amigos na cara do gol.

Com 30 anos ele chega no auge da carreira. Jogando na Europa e disputando a Champions League, o jogador é visto por todo o mundo e acaba indo até para a Seleção. Neste período da vida, o cara está jogando tão bem que faz gol em adversários de todos os níveis, mas sempre com uma classe singular. Atingi status de craque e é assediado por vários clubes sem um matador.

Depois de sucesso no velho continente, o atleta começa a pensar na sua aposentadoria.

Chegou a hora de forrar o bolso e encerrar as atividades.

Aproveitando dos seus últimos dias como jogador, ele vai para o mercado asiático buscar a redenção final.

Cheio de experiência mundo afora, o jogador enfim pendura as chuteiras e fecha contrato com algum clube – geralmente no que ele mais gostou de jogar e tem a simpatia da torcida – para ter uma vida mais regrada e serena, só colocando em prática tudo o que aprendeu ao longo da vida.

Existem os casos em que o atleta se identifica com um clube logo cedo e permanece nele durante toda a vida, mas aí, amigos, é coisa do coração.

Quem pisa em Madrid é o Barça

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Pepe, meio campo do Real Madrid e da Seleção Portuguesa, é sempre lembrado quando o assunto é volante que distribui porrada.

Mais uma vez o rapaz aprontou das suas.

Durante o jogo de ida das quartas de final da Copa do Rei, vencido pelo Barcelona por 2 a 1 (de virada), Pepe – ainda quando o jogo estava 1 a 1 – pisou na mão de Messi.

foto: elpais.com

O ato, além de desleal e covarde, reflete o desespero que o time de Mourinho demonstra quando se vê em uma iminente derrota para seu arquirrival.

Como ”vingança’, Messi deu uma passe espetacular para Abidal virar o jogo.

Enquanto um bate, outro é gênio.

Pepe, Mourinho, Cristiano Ronaldo e cia não sabem mais o que fazer.

Nem a violência para o Barça.

A ética de Patrícia Amorim

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A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, quis dar uma lição de moral no presidente do Fluminense, Peter Siemsen, por ele estar tendo uma postura pouco ética, digamos assim, no caso da possível ida do Thiago Neves para o tricolor.

Esquece ela que o Flamengo agiu de uma forma muito pior na contratação de R10 pelo clube carioca, quando o Grêmio também estava na disputa.

A ética, na visão de Patrícia e de outros tantos cartolas e políticos, parece só servir quando se está sendo prejudicado.

Situações #5 – O veterano em ação

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Como de praxe, Bartolomeu e Demétrio foram numa tradicional festa que ocorre todo mês numa badalada casa noturna de Porto Alegre.

Pela segunda vez consecutiva, viram um personagem ímpar no ambiente: um senhor de idade – entre uns 65 e 70 anos – fazendo a mesma festa que eles.

Sempre com um copo de cerveja na mão, o veterano circulava por todos os ambientes.

Porém, o fato que mais chamou atenção de Bartolomeu e Demétrio foi a atitude do senhor em relação as mulheres.

Assim como fizera na primeira festa que foi visto pela dupla de amigos, o senhor parava para conversar e, em alguns casos até chamava para dançar, todas as mulheres que cruzavam seu caminho.

O veterano não parava quieto. Trovava todas as gurias – algumas com idade para serem suas filhas, ou até mesmo netas.

A reação das meninas era sempre uma mistura de surpresa com bom humor. Rara foi a mulher que tratou o veterano de forma má educada. Até por uma questão de respeito com aquele senhor.

O fato de o veterano ter tal atitude – de ir para uma festa de gente mais jovem e parar feito um semáforo todas as mulheres que encontrava – fez com que a dupla de amigos sentisse uma admiração instantânea pelo senhor.

Até o cumprimentaram, dando incentivo para mais uma conversa com outra menina – que mais uma vez não foi bem sucedida.

Mas ele seguiu fazendo o que fizera a noite toda, o que fizera na festa anterior e o que, provavelmente, fará na próxima festa: curtindo.

A raiva faz parte do futebol

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Final de semana e, como de costume, fui jogar meu futebol. Estava irritado. A ressaca da noite anterior ainda estava forte e eu estava sem o mínimo tesão para jogar bola – fato raro, diga-se de passagem.

Resultado: joguei com raiva. Não que isso seja bom, mas às vezes um pouco desse sentimento faz a gente correr mais e até mesmo jogar mais do que se sabe. Joguei bem (ou mais do que jogo) até no gol, coisa que eu odeio fazer, não sei se foi a raiva ou o álcool que ainda corria em minhas veias, mas fato é que valeu ter ido, mesmo de má vontade, jogar a tal da pelada semanal.

Pegando de gancho o chocolate dado pelo espetacular Barcelona em cima do Santos, creio que faltou uma certa raiva ao time paulista. Talvez raiva não seja lá a palavra certa, na verdade faltou um pouco de humilde de saber que jogaria com o melhor time do planeta e a defesa seria a maior virtude para, num contrataque, vencer a partida, e também um pouco de pegada, para fazer tal marcação serrada em cima do time catalão.

Evidente que isso não garantiria a vitória do time santista, penso que o Barcelona ganharia de qualquer jeito, mas o fiasco certamente seria menor. A raiva faz parte do futebol – que como todos sabem é o esporte mais passional que existe. Essa coisa do politicamente correto, como fazer uma falta e logo em seguida ir pedir desculpas ao adversário, é um saco.

Não prego que o Santos tivesse dado um pau no Barcelona e partido para a ignorância, não é isso. Penso que em determinadas situações, ir à campo com um pouco de irritação é bom. Como por exemplo, provar para todo o mundo que o Barcelona não é imbatível.

Além do futebol, faltou raiva para o Santos.

A necessidade da mulher casada

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*o casada faz referência a toda a mulher que está em um relacionamento sério

Mulher precisa de um agrado – seja ele um elogio ou a simples pergunta: como foi teu dia? – para se sentir bem.

Se ela está casada é porque viu no seu parceiro esta e outras qualidades. Rara é a mulher que casa com um cara que não presta atenção nela ou que não é capaz nem de saber como foi seu dia.

Ou seja, mulher precisa ser agradada diariamente, e burro é o homem que não o faz.

Até aqui tudo bem, creio que é até lógico o que escrevi acima, entretanto, a tal da necessidade que me refiro é a seguinte: o desejo de outros homens.

Claro que isso não se restringe às mulheres casadas, mas as comprometidas precisam disso para valorizarem o homem que está ao seu lado ou para ver que ele não a merece, em alguns casos.

Exemplifico: se a mulher casada começa a ouvir os tais elogios por parte de outros homens e os mesmos a tratarem bem, com atenção, carinho e é claro, interesse, e o atual parceiro dela estiver fazendo justamente o oposto dentro do relacionamento, provavelmente esta mulher vai meter um par de guampas no rapaz.

O motivo? Fácil.

Faltou dar atenção a menina, e se uma mulher carente geralmente apronta, imagina uma casada carente.

É da natureza feminina sentir-se bem quando seu ego é alçado. E o homem que faz isso diariamente, certamente está no caminho certo para se manter no relacionamento ou para arrumar algum.

Ou para ser o outro, vá saber!

Quando o desinteresse conquista

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Partimos da seguinte cena: uma mulher – espetacular – cobiçada por inúmeros homens. O ambiente pode variar já que este cenário é comum em vários lugares.

Como homem é burro, todos ficam babando pela menina. Ela, esperta ao saber que todos estão lhe fitando, se aproveita e faz deles o que quer. Afinal de contas, todos eles ao a agradarem estão fazendo bem ao ego dela.

Entretanto, ela não ficará com nenhum deles, porque o que ela quer é ser paparicada. Porém, se um homem que frequenta o mesmo ambiente tratar a moça de forma normal, sem exalta-la como os outros estão fazendo, este sim pode conquistar a moça.

Um pouco de desprezo ou até mesmo desinteresse vai colocar a seguinte dúvida na cabeça dela: “Por que só ele não me dá moral?”.

E é exatamente por querer saber a resposta para tal pergunta que ela vai se interessar pelo homem que a tratou de maneira tão diferente dos demais.

Se o rapaz tiver boa lábia, com certeza a terá em seus braços.

Sempre sobra para a Copa

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Andando por aí, seja durante o dia para ir e voltar do trabalho, no boteco, em shows e até mesmo em casas noturnas, umas das frases que eu mais ando ouvindo é: “E ainda querem fazer Copa do Mundo.” O bordão virou desculpa para qualquer coisa.

O cara está na fila gigantesca do banco, e solta: “E ainda querem fazer Copa do Mundo.”

No ônibus lotado a velha senhora, irritada com a superlotação, também diz: “E ainda querem fazer Copa do Mundo.”

No bar, se a cerveja vem quente, a reclamação começa com: “E ainda querem fazer Copa do Mundo.”

Se o show daquele artista nacional atrasa: “E ainda querem fazer Copa do Mundo.”

Enfim, tudo que dá errado sobra para Copa.

Concordo que o país deveria arrumar algumas coisas antes de sediar a competição mais importante do planeta, mas nem por isso a Copa deve ser citada sempre que algo nos desagrada.

Tem gente que não pega ninguém na noite e só falta botar a culpa nela também…

O brinco

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O pequeno objeto esférico foi a única testemunha. Devido as circunstâncias do fato, a pequena joia foi parar num canto qualquer do recinto. Fica a dúvida se ele viu toda a cena do solo ou se só chegou lá depois de alguns minutos, mas ele pode ver o que se passou nos breves 15 minutos que duas pessoas passaram em sua companhia.

Ainda na orelha Dela, o brinco pegou o rapaz de surpresa. O beijo inesperado ascendeu nele a vontade que guarda em seu peito de Tê-la em seus braços. Depois do susto inicial dele, ainda com o brinco assistindo aos beijos molhados de camarote, o recente casal pode por em prática tudo o que o momento pedia. Daí por diante o brinco foi levado pelo momento e só foi achado longo tempo depois.

Durante a queda, o objeto certamente viu nele uma expressão feliz, e Nela uma satisfação. Se era amor, paixão ou tesão ele não sabia, mas se o brinco pudesse falar, ele diria que viu duas pessoas em sintonia.

Do chão ele viu um casal falando o belo idioma dos beijos e carícias – que em determinados momentos eram de uma intensidade impressionante – deixando marcas pelo corpo, dos dois, é claro, e feliz. Muito feliz.

Diria também que foi esquecido pelo momento, afinal de contas Ela só sentiu falta da joia tempos depois, mas ele não tinha do que reclamar. Foi a única testemunha de uma cena que só ele e o casal poderão compartilhar no futuro.

Situações #4 – Ela ainda existe

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Dia desses me perguntaram a quantas andava a paixão do Bartolomeu. Resolvi ligar para o rapaz.

- “Fala, Alemão!” diz ele de dentro do ônibus.

- “E aí, meu querido! Tudo tranqüilo por aí?”

- “Tudo. E por aí?”

- “Na boa, Bart. E as gurias?”

- “Que gurias, Alemão? É só uma, tu sabes.”

- “Ainda?”, interroguei com a certeza de que Bartolomeu ainda sofre por amor.

- “Ainda, Alemão. E digo mais, acabei de me encontrar com ela.”, me respondeu com uma voz sofrida.

- “Ah, é? E como foi? Tentou algo?”

- “Não. Nem tento mais, Alemão. Acho que já perdi esta guerra, porque batalhas já foram muitas. Mas confesso que agora, vindo para casa e pensando, acredito que deveria ter tentado. Mas talvez tenha sido melhor assim. Ah, sei lá! Esse lance de amor não correspondido é uma merda, né?!”

- “É.”, respondi em tom duvidoso.

- “Foda é que eu fico mal e tal. Não deveria ter a encontrado. Mas quando falo com ela e proponho essas coisas fico louco. A mesma coisa acontece quando estamos juntos. Ela simplesmente me tira do chão, Alemão!”, bravou do outro lado da linha.

- “Imagino”, com certa pena retruquei.

- “Já ti disse várias vezes. Ela é a mulher da minha vida! Não me imagino ao lado de outra, Alemão.”

- “Calma que um dia vai, Bart”, ponderei.

- “Ah, vai!”, confiante me respondeu.

- “Então tá, Bart. Ti cuida, meu querido.”

- “Tu também, Alemão. Abraço!”

- “Outro”, e desliguei.

Se alguém tinha alguma duvida que o coração de Bartolomeu ainda batia pela menina, está aí a reposta.

Guns em 2011? Não!

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Como fã de Guns N’ Roses, achei deprimente a aparição da banda (?) no Rock in Rio.

Para começo de conversa, não tivemos show do Guns no festival, quem tocou foi Axl Rose e banda.

Axl, diga-se de passagem, não consegue fazer nem cover dele mesmo.

Digo isto porque quando comecei a me interessar por música o Guns estava no auge – começo da década de 90.

Era uma overdose. Era Guns na MTV, nas rádios, nas rodas de violão, etc.

E para quem viu ou quem vê aquele Guns do fim da década de 80 e começo da de 90, sabe que a banda era espetacular.

Claro que é um queixa saudosista minha, mas ver o Guns (?) de 2011 é muito triste.

Situações #3 – A morena angelical

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Há tempos Bartolomeu desejava aquele corpo. A morena – que frequentava o mesmo ambiente que ele – não sabia sequer da existência dele. Mesmo assim os olhares carregados de desejo eram disparados em direção a menina com uma violência tal que se os olhares se encontrassem, Bartolomeu não saberia onde se esconder tamanha era sua tara pela moça.

Passado alguns anos, nosso personagem sequer trocou uma palavra com sua musa. Até que um dia, os dois acabaram trocando algumas palavras em uma mesa de bar, graças a uma amiga em comum.

No dia seguinte, Bartolomeu se surpreendeu com a solicitação de amizade que sua desejável morena lhe enviou em uma rede social qualquer. Depois disso, ele decidiu partir para o ataque. Descobriu o MSN da moça em seu perfil e foi para cima. Segundo ele, a morena é baixinha, possui um olhar provocador e um sorriso angelical. Passados os papos iniciais e clichês de qualquer conversa iniciada pela internet, Bartolomeu resolveu dizer para a moça que tinha um desejo antigo por ela.

Bom de papo, Bartolomeu enfim conseguiu fazer com que a morena lhe reservasse alguns minutos depois do expediente. Ainda incrédulo, ele saiu do seu serviço eu foi ao encontro da sua morena angelical – levou até um Jorge Ben de trilha. Passados alguns minutos, aquela tensão no ar se transformou em beijos demorados e cheios de carinhos. Bartolomeu sempre me repete – incontáveis vezes – que nunca beijara lábios tão delicados quanto o da moça em questão.

Passado o primeiro encontro, os dois ficaram mais duas vezes – isto porque a moça é casada. Fato é que Bartolomeu, por três vezes, teve seu desejo realizado por sua anjinha morena.

Voltando no tempo com o refeição Neugebauer

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Impressionante como um simples objeto pode desencadear na nossa mente a lembrança de algo distante. Neste caso não é bem um objeto, e sim um chocolate, mas o start no cérebro dado quando recebi de uma colega um chocolate refeição Neugebauer, foi como se eu voltasse no tempo em meros segundos.

Na hora lembrei que ia à venda (ou bar, boteco, mercearia, como quiser) para o pai ou para mãe, e sempre comprava um exemplar do chocolate com o troco. Outro detalhe foi que usava sempre a mesma sacola para ir fazer as compras – uma sacola grande e resistente que raramente se vê hoje em dia.

Sem falar que o cálculo feito para ver quando deu a conta era feito no papel do pão. Não que a calculadora não existisse, é que era simplesmente mais fácil fazer as somas usando uma caneta e um pedaço daquele enorme papel que ficava estendido no balcão.

Além de relembrar seu gosto, o tal chocolate refeição Neugebauer serviu para voltar um pouco no tempo. Que delícia!

A 1000 dias da Copa, uma visão antiga sobre o evento no Brasil

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Fiz este texto para a cadeira “Laboratório de Jornalismo” da Faculdade de Comunicação Social da PUCRS (Famecos), lá em 2006.

No dia em que “comemoramos” a contagem de 1000 dias para a Copa de 2014, resolvi publicá-lo aqui.

O Brasil está entre os candidatos para ser sede da Copa do Mundo de 2014. Nada mais natural do que ter esse desejo, mas acredito que a realização do Mundial não deve ser a prioridade de nossos governantes. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, tem como objetivo traçado a realização do torneio em terras Tupiniquins. O Pan-Americano que se realizará ano que vem no Rio de Janeiro é um exemplo de como o Brasil não tem condições de organizar um evento de grande porte. As obras estão atrasadas, falta investimento em segurança e infra-estrutura. Falta organização e competência dos responsáveis pelas medidas a serem feitas para a realização do evento. Devemos primeiramente resolver problemas internos. Vivemos num País onde a insegurança, fome e desemprego são cada vez maiores. Teremos condições para sediar uma Copa, Pan-Americano e até mesmo os jogos Olímpicos, quando formos uma Nação preparada. Como foi a Alemanha na última Copa. Falta foco para os nossos comandantes.

Joseph Blatter, presidente da Fifa, em recente visita ao País, disse que o Brasil só depende de si para sediar a Copa em 2014. Claro que Blatter fez sua média com Ricardo Teixeira. Mas também, falou que para que isso ocorra muita coisa deve ser melhorada. Como melhoria na segurança, transportes, aeroportos, estádios e investimentos fortes em tudo que cerca a realização de um evento desse nível. E de onde viria esse investimento? Da iniciativa privada ou do dinheiro público? Ricardo Teixeira afirma que já procurou empresas nacionais e estrangeiras que tem interesse em participar do projeto. Ainda não disse quais são essas empresas, mas acredita num futuro acordo. Portanto esse dinheiro viria da iniciativa privada. Teixeira quer dez novos estádios para a Copa. E qual empresa investiria num País onde o futebol é tão mal organizado? Teixeira acredita fia mente que conseguirá esse capital privado. Entretanto se não conseguir êxito o governo vai ter que injetar o dinheiro público para as reformas e construções dos estádios. O dinheiro público que deveria ser destinado à melhoria nas condições do povo, deveria por que não é o que acontece, será o alicerce da realização da Copa no Brasil.

Evidentemente que bem explorada, a Copa do Mundo, assim como qualquer competição ou evento de grande porte, pode acarretar em um lucro enorme. O que precisamos é de uma percepção dos grandes empresários para que vejam nesses eventos uma oportunidade única de reverter esses lucros em investimentos em educação, saúde, transportes, etc. Já que nossos governos através dos anos vêm deixando de fazê-lo. Claro que uma boa organização política e institucional ajudaria na credibilidade e daria mais coragem aos nossos empresários. Mas qual grande empresário em sã consciência investiria num projeto como esse que tem como testa de ferro Ricardo Teixeira? Não vejo essa esperança no mundo dos empresários brasileiros, conhecendo a CBF e os mandos e de mandos de seu comandante, nem eu como empresário investiria.   

Claro que uma Copa no Brasil seria espetacular. Afinal de contas amamos futebol. O que é preciso levar em conta é se temos condições para isso. É preciso transparência para quem comanda essa candidatura, no caso Ricardo Teixeira, sobre quem são esses investidores privados que irão investir no projeto. Não esquecendo que a Copa obrigatoriamente tem que dar lucro, ou então não se justificará tais investimentos. O manda chuva da CBF, indagado sobre uma futura intervenção do governo com investimentos foi claro. Disse que o governo terá que investir somente em infra-estrutura. Difícil crer que isso de fato aconteça. Com exceção da Copa dos EUA em 1994, todas as demais tiveram investimento público. Sem ele seria impossível a realização das Copas. E o que nos faz acreditar que no Brasil seria diferente? Claro que falta algum tempo para a escolha da sede da Copa de 2014. Porém é preciso seriedade na realização do projeto e atenção para que não sejamos vítimas de interesses individuais que passam por cima do simples sonho de sediar uma Copa do Mundo.

Ser solteiro(a) também faz bem

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Recebi – via Twitter – o link de uma pesquisa que faz a seguinte pergunta: casar faz bem?

A matéria é de um estudo que compara os hábitos dos casados com os dos solteiros (na média, os casados estão melhor que os solteiros). Aliás, essa comparação é feita quase diariamente por algumas pessoas. Em alguns casos, quem está casado quer ficar solteiro, e quem está solteiro quer casar. E não são só os homens que pensam assim, algumas mulheres também querem inverter a situação. E quando falo em casar, me refiro a estar com alguém, não importando o nome que se dê ao relacionamento.

Atualmente, o ‘estar com alguém’ está meio banalizado. Tem gente que está num relacionamento só por estar. Também tem gente que está solteiro só porque não é capaz de assumir que aquela pegada certa já virou coisa séria.

Fato é que qualquer relacionamento faz bem. É sempre bom amar e ser amado. Entretanto, a felicidade também pode ser conseguida estando solteiro(a). Esse condicionamento que algumas pessoas fazem de que só é feliz quem ‘tem alguém’ é balela.

Importante é que cada um sabe como pode ser feliz, seja com ou sem alguém do lado. E é sempre bom lembrar aquele ditado: “Antes só do que mal acompanhado.”

*sugestão do @fucasoares

Situações #2 – A punhalada de Negra Ângela

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(21h43min – sexta-feira de carnaval)

A noite escaldante do primeiro dia da maior festa popular brasileira fez com que Bartolomeu e Aristides saíssem para tomar uma cerveja no primeiro boteco que avistassem pelo caminho. Não satisfeitos só com a cerveja gelada, eles decidiram estabelecer outro pré-requisito para escolher em qual bar iriam se entorpecer: tinha que ter samba – afinal de contas era carnaval.

Depois de quase meia hora a procura de um lugar que preenchia essas duas características, adentraram num ambiente em que o pandeiro era batido com maestria, o cavaquinho exalava notas fortes e a viola dava todo o embalo para que o samba fosse “firmado”.

Sentados numa mesa a direita do palco, Bartolomeu e Aristides saboreavam suas cervejas ao som de marchinhas de carnaval e outros sambas pedidos pelo público ali presente. Na mesa ao lado, uma dupla de senhores – que pareciam ter quase uns 80 anos, com caras de boêmios e com uma pitada de sofrimento em seus olhares – também curtia a trilha sonora regada à cerveja gelada.

Quando da viola partiram os primeiros acordes de “Negra Ângela”, os velhos boêmios aplaudiram o início da canção como quem ovaciona a entrada de seu time em campo num clássico. Bartolomeu e Aristides – apreciadores da canção que acabara de começar – também se uniram na avalanche de aplausos que ecoou no bar.

A dupla de senhores, assim que os aplausos cessaram e a música enfim tomou corpo, cruzou seu olhar em direção a mesa de Bartolomeu e Aristides. Quando os olhares se encontraram, os boêmios, num gesto que mostrava o quanto seus olhares eram sofridos – seja por uma paixão renegada ou pelas mazelas da vida – transformaram suas palmas da mão em punhais e as direcionaram contra seus peitos.

Os dois senhores pareciam voltar no tempo. “Negra Ângela” fez com que os experientes boêmios relembrassem seus amores, perdidos ou não, em meros quatro minutos. Bartolomeu e Aristides, ao contrário, avançaram no tempo e se viram como aquela dupla ali sentada. Que num futuro lembrará sempre de suas paixões, perdidas ou não, ao som da música originalmente interpreta de forma brilhantemente por Neguinho da Beija-Flor.

Elogio: não perca o fator surpresa

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Em uma das cenas do filme “Alfie – O sedutor“, o personagem principal, interpretado por Jude Law, em um diálogo com o espectador – o que acontece durante todo o filme – comenta que o homem, ao elogiar uma mulher, deve fugir do elogio “clichê”. Segundo Alfie, o elogio deve acontecer quando a mulher menos o espera.

Se logo de cara, ao encontrar a moça o cara dispara “como você está linda!” o fator surpresa é desperdiçado. Além do mais, as mulheres sabem que o elogio logo no primeiro olhar já faz parte da cartilha masculina – além de ela pensar que você diz isso para todas, é claro.

Um elogio bem colocado e na hora certa faz toda a diferença no jogo da conquista. Lembrando sempre que o EGO feminino é peça fundamental numa relação. Ele precisa ser inflado e altamente exaltado ao longo de uma conversa/encontro.

Faz parte da natureza feminina receber elogios na hora da conquista. Além de sentir valorizada, a mulher vê no homem que o elogia um ar de atenção e detalhismo em relação ao sexo oposto.

Os elogios devem vir na hora certa e na medida exata. De nada adianta elogiar demais – pode parecer conversa de cafajeste. Passar mais de uma hora na “trova” e também não fazer nenhum elogio não serve – vai parecer desinteressado.

Por essas e outras que a palavra do Alfie faz sentido (mulher adora o fator surpresa!). O elogio deve partir quando a mulher menos esperar. O homem que fazer isso com extrema precisão, já sai na frente.

Situações #1 – A hora da Marrom

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(5h37min – sábado)

Bartolomeu dá o último gole em sua cerveja e ruma para o caixa da casa noturna para acertar a conta. O corpo quente contrasta com o ar frio da manhã que nasce. Cambaleante, ele entra no carro de Aristides. Entre resmungos que tratam do ar gélido e da falta de mulheres na festa, o som do carro dispara os primeiros acordes de uma música da Alcione.

Na mente de Bartolomeu, além da grande quantidade de álcool, também está o pensamento na mulher que ele tanto ama. A letra cantada por Marrom acerta em cheio o coração de Bartolomeu que a quase três minutos de música já canta junto os versos sofridos disparados por Alcione.

Ao final da tão bela e sofrida canção, ele diz: “A essa hora, só a Marrom me entende.”

 

Dallas, um time. Miami, uma soberba.

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Para a final da NBA, Miami Heat tinha LeBron James, Chris Bosh e Dwyane Wade – o trio de ferro que desde o início da temporada era apontado como o grande time da temporada. O Dallas Mavericks, tido como azarão, tinha o alemão Dirk Nowitzki, o veterano Jason Kidd, e um grupo. Eis a diferença.

foto: nba.com

Torci para que Dallas fosse campeão. O que de fato aconteceu. A vitória veio pela força do grupo, que fez com que a individualidade de Nowitzki se sobressaltasse. Já o Heat, tinha no trio de ferro a esperança de vencer pela qualidade dos três, o que não aconteceu, não só porque o grupo é fraco, mas porque na hora “H” eles ficaram devendo. Principalmente LeBron James, que tem na sua carreira a “marca” de amarelar em decisões.

Individualidades sempre resolvem, como foi o caso de Nowitzki. A diferença é que Dallas tinha um time unido em busca de um único objetivo. Já o trio de ferro de Miami, sucumbiu na própria soberba.

Revolucionário da música brasileira completa 80 anos

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João Gilberto – que completa 80 anos hoje – é considerado um gênio por muitos e uma baita duma mala por outros tantos. Porém, a importância que ele tem na história da música brasileira todos devem reconhecer.  A música nacional se divide em pré, e pós João Gilberto.

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