O jogo do ano é na quarta

Vencer um clássico é sempre bom, mesmo com arquibancadas vazias – num clássico que entrou para a história por ser o primeiro a ser disputado fora do Brasil – e com times reservas em campo. No fim das contas, algumas atuações se sobressaltaram, como a de Bruno Collaço, por exemplo. Outro que voltou bem foi William Magrão. Além dos três pontos, que praticamente garantem a classificação para a próxima fase do Gauchão, a vitória no clássico dá um ânimo a mais para a partida do ano, na quarta-feita contra o Liverpool, pela pré-Libertadores.

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A ideia de jogar o clássico fora de Porto Alegre é boa. Porém, a Federação Gaúcha de Futebol poderia ter remanejado a partida. Com o Grêmio na disputa da pré-Libertadores, e o grupo principal do Inter voltando de férias, era óbvio que o jogo seria disputado por equipes reservas. Foi triste ver as arquibancadas vazias. O clássico Gre-Nal tem uma história e ela deve ser respeitada. Creio que a melhor opção seria que a partida fosse disputada do segundo turno. Vamos ver o que acontecerá no ano que vem. Todos devem tirar lição do fracasso de público do clássico.

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Agora todas as atenções se voltam para a quarta-feira. O Grêmio joga o ano contra o time uruguaio. Chegar a fase de grupos é obrigação. Para facilitar a tarefa, temos que lotar o Olímpico para apoiar a equipe.

Por falar em lotar estádio, o Tricolor lançou o Sócio Torcedor Ouro. Não perca a chance de virar sócio gremista o quanto antes, ou daqui a pouco irá chorar porque não consegue ingresso para os jogos.

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Resultado ótimo, já a atuação…

O que importa é passar pela pré-Libertadores. Claro que com duas boas atuações, melhor ainda. Fato é que o Grêmio conseguiu um bom empate fora de casa e decide a passagem para a fase de grupos num Olímpico lotado. Porém, o jogo serviu para que algumas coisas fossem notadas.

Repetidas vezes escrevi nesse espaço a minha preocupação referente ao parceiro de Douglas na armação da equipe. Com ele jogando mal ou bem marcado, o time fica sem ligação com o ataque. Douglas não pode ser o único armador da equipe. Vinícius Pacheco pode ser esse parceiro, passando Lúcio para lateral. Vamos ver como Portaluppi escalará o time quando todos estiverem no mesmo nível de preparação física. Caso isso não se confirme, contratar é preciso.

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As falhas de marcação do sistema defensivo assustaram. Em jogos decisivos – mesmo com adversários mais fracos – não se pode falhar. Rodolfo chega para ser titular. Com ele, o Grêmio ganha experiência e técnica na zaga.

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Um outro problema que parece se repetir em 2011 é o da lateral esquerda. Creio que o melhor lateral que o Tricolor tem é Lúcio. Mas aí passa por achar um meio campo que atue pelo lado esquerdo…

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No jogo de volta, acredito que o time uruguaio vai jogar na retranca. O Grêmio precisará de calma e muita movimentação para abrir o placar – esse negócio de jogar pelo empate é tiro no pé. A partida vale o ano do Grêmio. Não se pode falhar.

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Dados os descontos da estreia, da parte física e do início de temporada, o Tricolor conseguiu um grande resultado.

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Entre tapas e beijos

O futebol é espetacular porque é paixão pura. Como toda paixão, em algumas vezes a racionalidade é deixada de lado e o sentimento toma conta e conduz as pessoas a reações impensadas. O episódio envolvendo Jonas e alguns torcedores da social do Grêmio é uma dessas coisas que só o futebol proporciona.

Os dois lados se excederam. De fato o Grêmio não fazia uma boa partida, mas nada que justificasse as vaias no segundo jogo da equipe titular no ano. Além disso, o foco do plantel tricolor está no jogo da pré-Libertadores. Tudo bem, talvez a atitude – de alguns torcedores – representasse um alerta para a disputa contra o time uruguaio, mas penso que a vaia num precoce jogo de quarta rodada do ruralito foi demasiada.

O artilheiro do último Brasileirão, que já havia marcado na estreia tricolor, também errou. Não se pode xingar a torcida daquela maneira, porém, é compreensível. Afinal de contas, ele teve uma grande participação na conquista da quarta posição no Campeonato Brasileiro de 2010 e merece, como todo o grupo de jogadores, um voto de confiança nesse início de temporada.

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Vaia contra o próprio time é uma coisa que me incomoda muito em campo de futebol. Evidentemente que o torcedor pode fazer o que quiser, até porque ele pagou ingresso, mas vaiar o time durante a partida é algo que não consigo entender. O que leva um sujeito a sair de casa para torcer pelo seu time e logo aos 20 minutos de jogo já vaiar?

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Por essas e outras que a Geral do Grêmio merece respeito. O time pode estar mal em campo que mesmo assim o alento é garantido. É assim que se torce.

 

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O que se pode fazer em 10 dias?

O Lajeadense, adversário gremista na estreia do Gauchão, começou sua preparação para o campeonato em dezembro. Por outro lado, o Tricolor treinou apenas 10 dias para a partida inaugural. Sendo assim, não se pode cobrar nada do Grêmio em sua estreia. Talvez a única falha gremista tenha sido não ter administrado o resultado quando o cansaço bateu. Só isso e nada mais.

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Vinicius Pacheco pode ser um bom reforço. O meio-campo gremista precisa urgentemente de alternativas caso os titulares sofram com lesões e cartões. Creio que mais um atleta para o setor seria fundamental.

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O Gauchão pode enganar, isso é fato. Porém, se um determinado jogador não conseguir desempenhar bem seu papel na competição, a reposição precisa ser feita. Quem não mostra futebol no ruralito, dificilmente o fará em outra competição.

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Renato deve jogar mais um partida antes da pré-Libertadores com a equipe titular. Ela se faz necessária para o aprimoramento físico e algumas correções táticas. É preciso deixar o time com ritmo de competição o quanto antes, para entrar com tudo na Libertadores.

 

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Hora de trabalhar

Depois do patético final da novela Ronaldinho, pelo menos nas bandas do Olímpico, está na hora de a direção gremista reforçar o plantel para 2011. Até agora, apenas o atacante Lins foi contratado. O Grêmio precisa mais.

O acerto com Coates – zagueiro do Nacional do Uruguai – seria um ótimo começo. Além de um zagueiro, se faz necessária a contratação de mais um amador, um lateral esquerdo e um volante. Com reforços pontuais e de qualidade nessas posições, o Grêmio briga pela Libertadores.

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Não critico a direção gremista por pensar grande e tentar contratar um jogador que já foi duas vezes o melhor do mundo, mas quando se trata de Assis não se pode ser tão ingênuo assim. Ou alguém da direção se esqueceu do que aconteceu no passado?

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Assis usou o Grêmio para lucrar mais. Só não vê quem não quer. Ronaldinho perdeu a chance de se redimir com o clube e com a torcida. Um dos maiores jogadores revelados pelo Grêmio continuará sendo o mais odiado pelos torcedores. Mais do que justo. Já o Assis, bom, o Assis já é bastante odiado, só arrumou mais inimigos.

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O discurso de Odone no vestiário gremista, onde ele praticamente anunciou a contratação de Ronaldinho, foi, no mínimo, impensado. Entendo que anunciar as tratativas serviu para movimentar o quadro social e outras coisas relativas a parte financeira do clube, mas Odone – dirigente comprovadamente experiente – deu uma de amador. Talvez o lado passional do presidente foi mais forte na hora, mas um pouco de cautela no discurso para os jogadores fosse mais prudente.

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Mesmo saindo dessa novela apoiada pela torcida, a direção gremista deve dar uma resposta imediata ao torcedor e focar única e exclusivamente na disputa da pré-Libertadores. Trabalhar é preciso. E pra já.

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