A carreira noturna

A vida noturna se parece – em alguns aspectos – com a carreira de um jogador de futebol.

Pego de exemplo uma camisa 9.

Nas primeiras festas que o então garoto vai, ele ainda está no time B, joga algumas partidas do campeonato estadual e quer uma chance no time de cima. Ele estranha um pouco o gramado mas quer mostrar serviço logo de cara, com isso, acaba não sendo muito exigente com os alvos femininos e acaba ficando com qualquer uma pelo simples fato de marcar o gol.

Num segundo momento, já lá pelos 20, jogando no time principal e disputando campeonatos nacionais, ele é mais seleto e acaba fazendo grandes apresentações, onde faz gol até de bicicleta, e outras nem tanto, onde um gol oriundo de um bate rebate já serve.

Aqui o rapaz começa a ter noção de jogo de equipe. Onde às vezes ele fica sem marcar mas acaba deixando os amigos na cara do gol.

Com 30 anos ele chega no auge da carreira. Jogando na Europa e disputando a Champions League, o jogador é visto por todo o mundo e acaba indo até para a Seleção. Neste período da vida, o cara está jogando tão bem que faz gol em adversários de todos os níveis, mas sempre com uma classe singular. Atingi status de craque e é assediado por vários clubes sem um matador.

Depois de sucesso no velho continente, o atleta começa a pensar na sua aposentadoria.

Chegou a hora de forrar o bolso e encerrar as atividades.

Aproveitando dos seus últimos dias como jogador, ele vai para o mercado asiático buscar a redenção final.

Cheio de experiência mundo afora, o jogador enfim pendura as chuteiras e fecha contrato com algum clube – geralmente no que ele mais gostou de jogar e tem a simpatia da torcida – para ter uma vida mais regrada e serena, só colocando em prática tudo o que aprendeu ao longo da vida.

Existem os casos em que o atleta se identifica com um clube logo cedo e permanece nele durante toda a vida, mas aí, amigos, é coisa do coração.

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Quem pisa em Madrid é o Barça

Pepe, meio campo do Real Madrid e da Seleção Portuguesa, é sempre lembrado quando o assunto é volante que distribui porrada.

Mais uma vez o rapaz aprontou das suas.

Durante o jogo de ida das quartas de final da Copa do Rei, vencido pelo Barcelona por 2 a 1 (de virada), Pepe – ainda quando o jogo estava 1 a 1 – pisou na mão de Messi.

foto: elpais.com

O ato, além de desleal e covarde, reflete o desespero que o time de Mourinho demonstra quando se vê em uma iminente derrota para seu arquirrival.

Como ”vingança’, Messi deu uma passe espetacular para Abidal virar o jogo.

Enquanto um bate, outro é gênio.

Pepe, Mourinho, Cristiano Ronaldo e cia não sabem mais o que fazer.

Nem a violência para o Barça.

A ética de Patrícia Amorim

A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, quis dar uma lição de moral no presidente do Fluminense, Peter Siemsen, por ele estar tendo uma postura pouco ética, digamos assim, no caso da possível ida do Thiago Neves para o tricolor.

Esquece ela que o Flamengo agiu de uma forma muito pior na contratação de R10 pelo clube carioca, quando o Grêmio também estava na disputa.

A ética, na visão de Patrícia e de outros tantos cartolas e políticos, parece só servir quando se está sendo prejudicado.

Situações #5 – O veterano em ação

Como de praxe, Bartolomeu e Demétrio foram numa tradicional festa que ocorre todo mês numa badalada casa noturna de Porto Alegre.

Pela segunda vez consecutiva, viram um personagem ímpar no ambiente: um senhor de idade – entre uns 65 e 70 anos – fazendo a mesma festa que eles.

Sempre com um copo de cerveja na mão, o veterano circulava por todos os ambientes.

Porém, o fato que mais chamou atenção de Bartolomeu e Demétrio foi a atitude do senhor em relação as mulheres.

Assim como fizera na primeira festa que foi visto pela dupla de amigos, o senhor parava para conversar e, em alguns casos até chamava para dançar, todas as mulheres que cruzavam seu caminho.

O veterano não parava quieto. Trovava todas as gurias – algumas com idade para serem suas filhas, ou até mesmo netas.

A reação das meninas era sempre uma mistura de surpresa com bom humor. Rara foi a mulher que tratou o veterano de forma má educada. Até por uma questão de respeito com aquele senhor.

O fato de o veterano ter tal atitude – de ir para uma festa de gente mais jovem e parar feito um semáforo todas as mulheres que encontrava – fez com que a dupla de amigos sentisse uma admiração instantânea pelo senhor.

Até o cumprimentaram, dando incentivo para mais uma conversa com outra menina – que mais uma vez não foi bem sucedida.

Mas ele seguiu fazendo o que fizera a noite toda, o que fizera na festa anterior e o que, provavelmente, fará na próxima festa: curtindo.