A noite também nos engana

Quem tem uma vida noturna frequente e uma certa idade, sabe que na boemia as coisas nem sempre são o que parecem ser.

Futilidade, falsidade e falsas impressões são só algumas coisas que rolam enquanto a maioria das pessoas está dormindo.

Claro que também existem as coisas boas. Mas cá entre nós, está cada vez mais raro achar pessoas interessantes na noite – pode ser que eu esteja ficando velho também, e quanto mais velho menos paciência para algumas coisas temos.

Com o tempo, vamos pegando a ‘malandragem’ da noite, e ao mesmo tempo vamos ficando cada vez mais desconfiados de algumas situações que ocorrem com a gente.

Exemplifico.

Na noite estamos sempre com o desconfiômetro ligado

Você (homem) está parado na copa da festa e uma mulher linda simplesmente puxa papo com você:

“Não entendo por que os homens têm que encher a cara de cerveja para chegar em uma mulher…”

O homem debate o tema e troca meia dúzia de frases com a dama.

De repente, simplesmente se despede e toma outro rumo dentro da casa noturna.

Depois de mais algumas doses de cerveja, passa outra vez pela mulher – que já não está mais sozinha e troca beijos demorados com outro homem e pensa:

“A mulher é linda e meu deu uma indireta mais direta que um soco no rosto. Perdi a chance.”

No dia seguinte, o homem que foi abordado pela mulher acorda e além de sentir a boca seca pela quantidade exorbitante de álcool que ingeriu na noite anterior, se culpa por não ter trocado mais algumas palavras com a moça.

A noite também é cruel, às vezes. Ela faz com que a gente – por experiências e desilusões passadas – tome certas atitude visando não cometer os mesmos erros do passado.

E assim vamos indo.

Afinal, como diz aquela música, ‘a noite nunca tem fim…

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Nada como um ano eleitoral

O ano eleitoral muda o cenário da sociedade brasileira.

Políticos que vão concorrer começam a agir de maneira muito estranha, por assim dizer.

Quem está no poder quer mostrar trabalho – vale até inaugurar uma quadra de ciclovia para mostrar serviço (?).

Tem gente que vai ver o jogo de arquibancada para ‘torcer’ com o seu eleitorado – sendo que o tal político só frequenta as sociais.

A oposição só sabe criticar.

Com o crescimento das redes sociais, perfis de candidatos começam a sair em busca de seguidores e amigos para terem a simpatia dos mesmos na web.

Pobre eleitor.

Estamos a recém em maio, o pior ainda nem começou.

O homem ‘investimento de risco’

Já tinha ouvido várias definições para um cara que sempre foi solteiro e não tem o menor interesse em ter algo sério e só pensa na boemia, mas confesso que a definição ‘investimento de risco’ nunca tinha escutado.

Pelo que ouvi, o homem ‘investimento de risco’ é aquele cara que nenhuma mulher – mesmo estando apaixonada – tentará ter algo sério com ele. E tudo pelo seu passado e presente na vida boêmia.

Concordo em parte com este raciocínio posto por parte da ala feminina, mas e se o homem está esperando ‘a mulher de sua vida’ para ter um relacionamento?

Ou se ele já achou tal mulher e não conseguiu a ter em seus braços?

Ou se simplesmente ele não quer ter nada sério e quer ficar vivendo na boemia até ficar velho?

É uma questão de escolha. A sociedade espera que tanto os homens quantos as mulheres se casem, tenham filhos, etc.

Alguns escolhem viver sós – mas nunca esquecendo aquela máxima do “solteiro sim, sozinho nunca – e são extremamente felizes.

Comentários como: “Ah, coitado vive sozinho”, me parecem preconceituosos. Até porque a felicidade não está ligada a estar casado ou em um relacionamento. Mas isso é assunto para outro post.

Se você mulher acha que o cara que vive na noite ou nunca namorou é um ‘investimento de risco’, talvez você não o conheça bem. Ou tenha medo de ser ‘a’ mulher da vida dele.