Nos pênaltis, os melhores devem bater primeiro

Cristiano Ronaldo – um dos melhores jogadores do mundo – não participou da decisão por pênaltis na semifinal da Eurocopa frente a Espanha porque foi selecionado como último batedor português. Como a seleção espanhola venceu o confronto antes da quinta cobrança, CR7 ficou só na torcida.

Mas por que alguns treinadores insistem em colocar os melhores jogadores – ou os que têm a melhor média de acertos em cobranças de pênaltis – como os fechadores da série?

CR7 só na torcida (foto: Reuters)

Não seria mais lógico escalá-los de início para justamente ter a chance de ganhar a decisão?

Seria óbvio escalar os melhores para iniciar a disputa justamente para tentar ganhá-la mais rápido e, caso ela se arraste por mais algumas cobranças, dar moral aos demais batedores.

Talvez eles errem, mas a probabilidade é menor.

Ou você é daqueles que acha que pênalti só é decidido no fator emocional?

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Onde está a educação vinda de berço?

Um adolescente de 13, 14 anos no máximo ajuda uma deficiente visual – de aproximadamente 30 – a atravessar a rua em uma das avenidas mais famosas de Porto Alegre.

Na praça em frente ao colégio situado na avenida, um grupo de adolescentes, que suponho estava esperando a hora para entrar na instituição de ensino e assistir as aulas, aplaude o gesto do estudante. Outros tantos jovens dão risada e parecem estar se divertido com tal situação.

Logo após conduzir a deficiente até o outro lado da via, o jovem que realizou o gesto volta a passos lentos ao grupo de amigos. No total, aproximadamente 20 adolescentes fazem parte da cena.

20 para um. Será que essa é a proporção da boa educação do nosso país?

Será que é ridículo, perante aos amigos, ajudar alguém necessitado?

Os aplausos – alguns irônicos – e as risadas – essas sim muito mais do que irônicas – me fazem pensar que de fato a bondade e a educação estão em baixa nos dias atuais.

A culpa não está na escola. A escola dá conhecimento, educação vem de berço.

Evidente que o universo ao qual estou me referindo é restrito, mas olhando outros comportamentos – como o de ouvir música sem fones de ouvido no ônibus, por exemplo – creio que tem muita coisa errada por aí.

Jovens sem educação, certamente resultaram em adultos problemáticos – em vários sentidos.

E assim o Brasil caminha…

As benditas listas

Não entendo essa obsessão que alguns órgãos de imprensa têm por listas.

Todo dia pipoca uma lista de algum tema. É melhor disco de rock, melhores lugares para se jantar numa noite de inverno, melhor pão de queijo, melhor cantor sertanejo….

A única objeção que faço a algumas listas – à maioria delas na verdade – é que elas são feitas pelo gosto do seu autor. E quanto se trata de gosto, o universo não aceita listas definitivas.

Foto: maestrobilly.com

Não vejo problema em se fazer tais listas, mas o que também não entendo é que alguns não aceitam que seja feita qualquer ponderação às escolhas que foram feitas.

E a pergunta que faço é: se a listas são baseadas em uma preferência pessoal, não é natural que sejam relativas?

Questão de gosto. Apenas isto.

Agora, se alguns destes autores acham que têm um gosto melhor do que o das outras pessoas e até mesmo do que o seu público, é hora de eles sairem da nossa lista de leitura.