Rádio: um sobrevivente?

Do ibope.com.br:

Dados do Target Group Index, do IBOPE Media, apontam que 73% dos brasileiros, que vivem nas principais capitais e regiões metropolitanas do Brasil, escutaram rádio nos últimos sete dias. Nas rádios AM e FM, as músicas aparecem no topo da lista dos mais ouvidos (92%). Na sequência estão os noticiários locais (46%) e os nacionais (36%).

Há ainda 32% dos ouvintes que afirmam ter escutado com frequência os boletins de trânsito e 30% os de tempo. Noticiários policiais foram ouvidos por 27%, noticiários internacionais por 21% e programas de entrevistas por 20% dos ouvintes.

Já os comentários esportivos e programas religiosos atraíram, ambos, 16% do público. 

———————

Em tempos em que todos têm seu playlist portátil, é surpreendente o número de ouvintes que escutam música nas rádios.

Por outro lado, a informação rápida e ágil que o rádio permite, atrai outra parcela de pessoas que utilizam o meio para utilidade pública, como saber onde o trânsito está fluindo bem, por exemplo.

Foto: vozdeareiabranca.com.br

Talvez o principal concorrente do rádio neste ponto da informação rápida, serão/são as redes sociais, principalmente o Twitter, que inúmeras rádios utilizam como fonte para informações em tempo real – a colaboração dos ouvintes não se limita mais aos torpedos ou telefonemas.

Existe também o ponto da credibilidade, onde quem precisa dessas informações de utilidade pública acaba buscando nas rádios uma informação que, a princípio, é mais verídica do que uma simples postagem em uma rede social.

Fato é que por suas características próprias, o rádio vai se reinventando com o auxílio da internet.

A TV não conseguiu matar o rádio, a internet conseguirá?

 

Anúncios

Estratégia ou soberba?

Sem teoria da conspiração, partirei do princípio que Anderson Silva foi derrotado por Chris Weidman. A atitude do brasileiro, já vista em outros combates, e definida como estratégia pelo lutador, desta vez chamou muito a atenção de quem acompanhava a luta.

A guarda baixa, assim como outros movimentos feitos por Silva, passou a impressão de um nítido desrespeito para com Weidman. Se de fato foi estratégia, ela acabou virando um misto de soberba e menosprezo, o que acabou gerando um efeito contrário.

Foto: Josh Hedges

Foto: Josh Hedges

Nas redes sociais, segundos depois do nocaute, inúmeros usuários comemoravam a derrota do brasileiro por acharem que de fato Silva abusou de sua arrogância.

Esportistas também comentaram e alertaram para a postura do ex-campeão durante o combate. Se ao praticar qualquer esporte uma das primeiras lições que aprendemos é respeitar seu oponente, Silva terá que rever esse conceito. Ou sua estratégia.