Oi, não lembro de ti

– “E aí, Alemão! Tudo bem contigo?”, diz a moça ao nos cruzarmos na rua.

Sem saber quem era, devido a uma falha na memória, digamos assim, o diálogo travado teve em síntese perguntas vagas de minha parte, como: “E a família?”; “E as festas?”; “O que tá fazendo por aqui?”. Se fossemos para os detalhes, ela notaria de cara que eu não fazia ideia de quem estava falando comigo.

Estes lapsos de memórias costuram ser comuns, afinal, parto do princípio que de fato ela me conhecia e não me confundiu com outra pessoa. Um outro problema é quando a pessoa nos trata pelo nome e a gente, que já não sabe nem que é, nem sonha em saber o nome de quem nos abordou. A saída é chamar de guria, guri, etc. Cada um se vira de um jeito diferente em cada situação, sempre com o uso de ‘nomes’ criativos.

Depois do constrangimento, ficamos buscando na memória quem foi aquela pessoa que ficou feliz em nos encontrar e até agora não sabemos quem é. E o pior, a menina era linda.

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