Vitória em casa

Jogando em casa, novamente fomos o dono do jogo, com a diferença de que conseguimos marcar, fato que não ocorreu contra o Fluminense. Seguimos entre os primeiros e jogando bem. E ah, sem levar gol. Vai bem o Grêmio.

O primeiro tempo foi de amplo domínio Tricolor. Mais uma vez controlamos as ações do jogo mas não abrimos o placar por pecar nas conclusões. Em uma delas, a mais clara da primeira etapa, Barcos perdeu um gol na pequena na área, em jogada que teve origem em uma cobrança de escanteio. Além dele, Luan e Dudu criaram boas chances mas sempre finalizando sem perigo.

Já nossa defesa não correu risco, embora, em alguns momentos, tenha dado muito espaço para o time botafoguense. Com intensa movimentação de Luan, Ramiro e Dudu, criamos boas chances e os meias chegaram bem ao ataque. Esse movimento tático deixou o Grêmio num 4-2-3-1, ao invés do 4-1-4-1. Ao final dos primeiros 45 minutos, o problema ainda residia na dificuldade de marcar o gol.

Porém, logo no primeiro minuto Marcelo Grohe operou um milagre e salvou o Grêmio em ótima trama do ataque botafoguense. Voltamos dispersos e o Botafogo se aproveitou e deu as cartas no começo da segunda etapa, entretanto, aos cinco minutos, em grande jogada de Dudu e Zé Roberto, Barcos abriu o placar.

A partir daí, voltamos a ter o controle do jogo e era questão de tempo para marcarmos o segundo tento e matar o confronto. Criamos belas jogadas com grande participação dos laterais, que se alternavam ao chegar na frente. O segundo gol veio aos 32, mais uma vez com Barcos. Era a confirmação do sétimo ponto dos nove que disputamos no Maracanã.

Três pontos, ótima atuação e vitória convincente. O Maraca segue sendo nosso!

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

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Mantendo o respeito

Desde que Felipão retornou ao comando técnico gremista, fizemos cinco jogos fora de casa. Vencemos um, empatamos dois e perdemos outros dois. Pelas atuações que tivemos, poderíamos ter conquistado mais vitórias, mas o mais importante disso tudo é que o Grêmio voltou a ser respeitado como visitante.

Na reestreia de Felipão, o time surpreendeu a todos e fez um bom enfrentamento contra nosso rival, poderia até mesmo ter saído vitorioso da primeira etapa. Porém, apresentou defeitos até então recorrentes e acabou perdendo.

Já contra o Cruzeiro, veio a primeira prova de um novo Grêmio. Ou melhor, o retorno do Tricolor velho de guerra. Aquele que todos conhecemos. Fizemos uma excelente partida e saímos derrotados no detalhe. Ao final do jogo, a impressão era de que o trabalho de Felipão começava a aparecer.

Contra o Flamengo, que vinha embalado, calamos o Maracanã (de novo!). Além do resultado positivo, a boa atuação corou o grande trabalho tático de Felipão, que a cada atuação fora da Arena ficava mais claro.

Os ‘oxos’ contra Atlético-MG e Fluminense, foram jogos em que a torcida lamentou o empate, já que tivemos, mais um vez, boas atuações e chances de sair de campo com a vitória. Vale ressaltar que nessas cinco partidas, o sistema defensivo sólido de Felipão se destacou. Por outro lado, o fraco poderio ofensivo fez com que o time não marcasse os gols necessários para os triunfos.

Claro que precisamos ser mais efetivos e ganhar jogos fora de casa com autoridade, como era possível na partida de ontem, mas é inegável que ganhar do Grêmio, tanto na Arena quanto fora dela, voltou a ser muito difícil. Mérito do grupo de jogadores que abraçou o estilo Felipão de comandar. E o estilo Grêmio de ser.

Publicado originalmente em gremiolibertador

Mesmos acertos, mesmas falhas

O chamado ‘jogo de seis pontos’ é sempre complicado, ainda mais fora de casa. Com uma atuação convincente, o Grêmio esteve muito perto dos três (seis) pontos. Repetimos nossas qualidades, que é a defesa perfeita, e pecamos mais uma vez no ataque, embora a trave tenha ajudado nosso adversário. Todavia, dormimos no G-4 e ficamos com a certeza de que vamos lutar até o fim da competição no topo da tabela.

Sem Werley na zaga, já que Bressan ocupou a vaga do suspenso Geromel, o Grêmio começou muito bem o jogo e fez um bom primeiro. Se impondo na partida, o Tricolor gaúcho teve o domínio das ações mas criou poucas chances de gol. A principal foi em um petardo de Felipe Bastos que explodiu na trave. Rhodolfo, em cobrança de escanteio, também quase marcou.

Mesmo com a boa movimentação de Luan, Dudu e Ramiro, este que chegou várias vezes na área, não conseguimos acertar o último passe. Claro que a boa marcação adversária dificultaria tal ação, mas tivemos espaços e não aproveitamos. Já o Fluminense, assustou uma única vez numa finalização de fora da área de Cícero, aos seis minutos. A tarefa para a segunda etapa era converter em gol o controle do jogo.

Entretanto, o segundo tempo foi mais equilibrado, já que o Fluminense voltou mais acesso e jogando para frente. O nosso problema em criar mais oportunidades de gol e converte-las foi quase resolvido, já que Barcos acertou o travessão, aos quatro minutos, e ao longo da segunda etapa assustamos o goleiro adversário. Enquanto isso, Marcelo Grohe teve participações importantes em duas finalizações de Fred.

Barcos, aos 27, obrigou Cavalieri a fazer um milagre. A partir daí, o jogo ficou aberto mas as duas equipes falharam muito na hora da definição da jogada. Felipão apresentou o mesmo problema de outros jogos: demorou para alterar a equipe. Porém, ao final dos 90 minutos , o empate, combinado com os outros resultados da rodada, acabou sendo de bom tamanho, ainda mais se vencermos o Botafogo.

E ah, como é complicado ganhar jogos quando o árbitro é o senhor Héber Roberto Lopes. Impressionante!!!

Publicado originalmente em gremiolibertador

Uma vez volante, sempre volante

“Felipão escala o Grêmio com três volantes e um armador”. Ouço e leio quase todos os dias tal frase. Ela também é ponto de partida para comentaristas que analisam os jogos do Tricolor, como se de fato o Grêmio jogasse num 4-3-1-2, ao invés do claro 4-1-4-1 adotado na maioria dos jogos.

Parte da imprensa tem uma visão batida sobre alguns aspectos do futebol, e isso fica claro quando o assunto é volante. Por mais que um jogador que tenha como origem a posição de volante desempenhe uma função completamente diferente dentro de campo, ele sempre será volante.

Além do mais, a parte tática é completamente desconsiderada na maioria das análises. Basta ter um pouco de atenção que se vê claramente a formação de uma equipe. Este exercício é simples e deveria ser adotado por todos para melhor informar seu público. Infelizmente, parece ser mais fácil se agarrar a uma leitura antiga do que ver o jogo com mais atenção.

O comentarista mais atento, nota logo nos primeiros movimentos que o Grêmio não joga com três volantes e um armador. Os quatro homens de meio-campo formam uma linha em que a armação da jogada fica sob responsabilidade dos volantes (?), que saem com a bola dominada e têm por objetivo fazer com que a jogada chegue aos pontas ou ao centroavante. Ou seja, com a bola são meias e sem ela marcam tanto quanto quem joga pela ponta.

Enquanto as análises levarem em conta a posição do jogador e não o papel que ele desempenha dentro das quatro linhas, o público seguirá ouvindo e lendo análises que não coincidem com que o técnico pede aos seus comandados e com a realidade do futebol atual.

Publicado originalmente em gremiolibertador.com

Ponto estratégico

A estratégia de Felipão fora de casa é bem clara. Com o esquema 4-1-4-1 compacto, procura não levar gol e, com a posse de bola, agredir o adversário sem correr riscos. Embora a equipe não tenha feito uma boa atuação, o empate de hoje não foi ruim, já que o Atlético é forte em casa e tem um bom time. Se a quinta vitória seguida não veio, o ponto somado nos deixa perto do G-4 e, com dois jogos em casa pela frente, a chance de fincarmos nossos pés entre os líderes é grande.

Logo aos dois minutos, Barcos pifou Giuliano e perdemos uma ótima chance de sair na frente do placar. Depois disso, o Galo teve mais posse de bola e criou boas chances para abrir o placar. Em uma oportunidade Grohe salvou. Não outra em que foi driblado, Rhodolfo fechou bem o ângulo e o atacante atleticano acabou errando o gol.

A primeira etapa foi toda do Atlético. Pouco ficamos com a bola no pé e não conseguíamos criar alguma chance. Nosso meio-campo desta vez não funcionou. O único destaque foi Dudu. Felipe Bastos, Biteco e Giuliano pouco acertaram e Barcos brigava na frente. Já o segundo tempo foi outro.

Voltamos melhor e com maior posse de bola, entretanto, nossa única jogada era com Dudu na esquerda e com pouca profundidade, o que acabou acarretando em poucas chances de gol. Sólidos na defesa, o Galo quase marcou em uma cabeçada contra de Rhodolfo, que para nossa sorte beijou a trave. No setor defensivo, destaco a grande partida de Geromel.

Arriscamos pouco e Felipão demorou para mexer na equipe, fato que não é novo. Ao final do jogo, a impressão era de que a estratégia do Bigode deu certo mas que o time poderia ter vencido, sinal de que a equipe fez um bom segundo tempo. Prefiro pensar que ganhamos um ponto e que não perdemos dois.

Publicado originalmente em gremiolibertador.com

Vem com tudo, returno!

Flamengo embalado, Maracanã lotado, primeiro jogo depois do julgamento do STJD e vários desfalques. Tais fatos a ser enfrentados colocou um certo pessimismo no torcedor para a partida de hoje, porém, dentro de campo o time repetiu a boa atuação que fizera no último jogo em campo adversário mas com uma grande diferença: a vitória.

O time segue compacto e tirando o espaço do adversário, que teve menos efetividade na segunda etapa, já que o Flamengo veio para cima e não conseguíamos ficar com a bola para respirar um pouco.

O 4-1-4-1, esquema que mais rendeu nas mãos de Felipão até agora, proporcionou, além de boa marcação, a retenção de bola no ataque, em compensação, não fomos agudos e pouco entramos na área, e criamos nossas melhores chances em chutes de fora. Nas duas jogadas em que fomos mais agudos, Giuliano quase marcou e Luan, aos 46 da segunda etapa, nos deu a vitória.

Reclamávamos que perdíamos pontos em jogos considerados fáceis, não que o jogo de hoje o fosse, entretanto, conseguimos transforma-lo em uma partida menos complicada, digamos assim, e finalmente aproveitamos tal chance. Depois de três vitórias consecutivas no Brasileirão, a perspectiva é de um bom segundo turno.

Vamos Grêmio!!!

Publicado originalmente em gremiolibertador.com

Dois ou três zagueiros?

Contra o Bahia, Felipão começou no 4-2-3-1. Não satisfeito com o desempenho do time na primeira etapa, retornou para o segundo tempo com Matheus Biteco no lugar de Alán Ruiz, fazendo com que a equipe passasse para o 4-1-4-1.

Sem Barcos, Matías e Ramiro para o confronto do próximo sábado contra o Flamengo, Felipão cogita escalar o time no 3-5-2, com Bressan se somando à Rhodolfo e Geromel na zaga. Com isso, Matheus Biteco (ou Riveros que se recupera de lesão) e Felipes Bastos seriam os dois volantes, com Pará e Zé Roberto nas alas e Giuliano como armador – embora não seja um 10 nato – e Dudu jogaria mais a frente ao lado de Lucas Coelho.

Se optar pelo 4-1-4-1, esquema que melhor funcionou até agora, Walace (Riveros) entraria na vaga de Bressan. Assim, a segunda linha ficaria com Giuliano pela direita, Biteco e Bastos pelo meio e Dudu na esquerda. Na teoria, essa segunda opção deixaria o time mais compacto.

O problema do 3-5-2, é que ele é um esquema que precisa estar bem treinado para funcionar em sua plenitude, e caso Felipão o escolha para o jogo de sábado, não sei se terá tempo para que deixe ele pronto para um confronto tão complicado.

Por outro lado, é bom saber que nosso técnico não está engessado em um esquema e vislumbra outras alternativas táticas quando o time está desfalcado. Que Felipão escolha a melhor opção e que o Tricolor faça um bom jogo contra o Flamengo.

Publicado originalmente em gremiolibertador.com