A ‘culpa’ é do Felipão

Enderson Moreira foi demitido após perdemos de 3 a 2 para Coritiba, na Arena. Terminamos a rodada de número 12 na décima posição, a três pontos do G-4 e a nove do primeiro colocado. O sentimento era que 2014 já tinha acabado, restando uma pequena chance na Copa do Brasil. Oportunidade essa que foi revigorada pelo anúncio de Luiz Felipe Scolari como novo treinador gremista.

Atualmente, estamos a dois pontos do G-4 e a 10 do líder. A Copa do Brasil foi perdida numa noite fatídica, embora o Grêmio tenha feito um bom jogo e criado chances claras de sair na frente do placar, fato que ao meu ver mudaria tudo naquele dia. A esperança de sair da fila foi mais uma vez postergada.

Porém, o bom trabalho de Felipão até agora faz com que o Grêmio vislumbre disputar a próxima Libertadores. Acredito que só estamos na disputa pelo G-4 por causa de Felipão. Nosso time é, no máximo, bom e nosso grupo é mediano. Se num mata a mata o mais fraco pode vencer, a tarefa é muito mais complicada num campeonato de pontos corridos.

Claro que não podemos nos dar por satisfeitos por conseguir vagas, mas sendo racional, podemos achar que ficar entre os que disputarão a Libertadores ano que vem é algo a se comemorar, sim! Este lado racional também acredita que a missão é muito difícil.

Nossos adversários são qualificados e existem times melhores que o nosso, porém, vamos lutar até o fim. E se essa batalha será travada até as últimas rodadas, é por causa de Felipão, sem ele já estávamos fora da guerra.

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

Anúncios

Ruiz e mais dez

A novidade no Grêmio foi o ingresso de Erik, que foi nosso destaque no primeiro tempo. Jogando pela esquerda, criou boas situações sempre chegando a linha de fundo mas que não foram aproveitadas. Nossa única finalização que assustou foi um chute de fora da área de Dudu.

Éramos melhores em campo até os 27 minutos, quando o Coritiba criou algumas oportunidades. Num primeiro escanteio acertaram nossa trave e num segundo, minutos depois, saíram na frente do placar em falha da nossa zaga.

Depois disso, Felipão tentou alterar o time, trocando Erik e Dudu de lado, porém, a primeira etapa se arrastou sem que tivéssemos alguma reação. Era claro que para o segundo tempo o time precisaria de mais presença no ataque e maior aproximação do meio-campo com os homens de frente.

Tentando corrigir esses problemas, Felipão voltou com Alán Ruiz no lugar de Mathues Biteco para o segundo tempo. Tal alteração deu certo e o Grêmio teve maior volume de jogo, porém, não conseguia criar chances e dava um bom espaço para os contra-ataques curitibanos. Logo aos seis minutos, em jogada de Dudu, Zé Roberto sofreu pênalti claro que não foi marcado pela arbitragem.

Com maior posse de bola e não conseguindo criar oportunidades de gol, Felipão colocou Nicolas Careca no lugar de Dudu. Em seguida, Ruiz deu grande passe para Ramiro que de fora da área quase marcou. O Coxa poderia ter ampliado aos 23, em falha de Bressan que Grohe salvou e depois a bola foi no poste.

Lucas Coelho, que entrou no lugar de Erik, acertou o travessão em cobrança de escanteio, apenas nossa segunda finalização até então. Ruiz também tentou em chute de fora da área mas sem sucesso. Quando a derrota se aproximava, Pará cruzou após receber passe de Ramiro e Riveros, de cabeça, deu igualdade ao placar.

O Coritiba, que luta para não cair, foi para frente com tudo e aos 48 perdeu um gol incrível com Robinho, após bela defesa de Grohe. Se a vitória era importante para a luta do G-4, o empate não foi de todo mal. Além disso, a partida mostrou que Ruiz deve ser titular e Erik tem futuro.

Originalmente publicado em gremiolibertador

Marcha lenta

Com a notícia de que Romildo Bolzan Junior será presidente do Grêmio no biênio 2015/2016, entramos em campo no Serra Dourada. Com vários desfalques e o forte calor, de 34ºC no início da partida, fatos que devem ser levados em consideração, fizemos uma das piores atuações da Era Felipão. O resultado foi ruim para quem pretende ficar entre os líderes.

A primeira etapa foi mais que sonolenta. Mesmo propondo o jogo, não conseguimos em nenhum momento assustar o adversário, tanto que nosso único chute a gol ocorreu aos 45 minutos com Lucas Coelho. A outra chance, uma roubada de bola de Luan, poderia ter virado uma situação clara se o selecionável tivesse soltado a bola antes, mesmo assim, o impedimento de Lucas Coelho é duvidoso.

Se fechando bem, o Goiás atrapalhou a nossa vida no primeiro tempo, entretanto, a nossa falta de velocidade e de profundidade foram defeitos. Já o time goiano assustou por duas vezes, mas Grohe fez defesas tranquilas. No segundo tempo os papeis se inverteram. Saindo mais para o jogo, o Goiás assustou e quase marcou aos três minutos e teve algumas chances ao longo do restante da partida. Do nosso lado, nada mudou.

Apresentamos os mesmos problemas dos 45 minutos iniciais e não criamos nada. Em nenhum momento ficamos perto de marcar. E isso, para um time que quer lutar pelo G-4, é preocupante. Evidente que temos que analisar nossos desfalques, mas temos peças para jogar bem frente ao Goiás, que nada mais é do que uma equipe modesta.

Felipão poderia ter usado Alán Ruiz, por exemplo, ao invés de Biteco na hora de substituir Ramiro. Porém, acredito que o fato de a temperatura estar alta e os jogadores estarem sentindo – tanto que Grohe teve que sair – também fez com que o Bigode pensasse bem em cada troca que faria e o que cada atleta – em termos de posicionamento – poderia fazer.

Mesmo assim, acredito que poderíamos ter apresentando um melhor futebol. A vitória hoje era muito importante para seguirmos na luta pelo G-4. Vamos ter que recuperar.

Originalmente publicado em gremiolibertador

Característica

O jogo de sábado foi mais um que mostrou que o Grêmio tem uma dificuldade enorme para marcar gols. Somos refém de Barcos, único que tem qualidade para estufar a rede. Por mais que outros meias e atacantes possam ser bom jogadores, nenhum deles têm intimidade com o gol.

A forte marcação são-paulina, que só veio depois dos 15 minutos de jogo e de Luan perder uma ótima chance aos 3, dificultou a nossa vida. Faltou organização, mas mesmo assim criamos boas oportunidades mas falhamos na hora do arremate. Luan e Dudu limpam bem as jogadas e criam espaço, mas como não têm por característica uma boa finalização, acabam não criando oportunidades. Falta ousadia em buscar o gol.

O dado abaixo mostra que não entramos na área do São Paulo. Tivemos bom domínio na intermediária mas faltava o último passe, aquele que poderia dar a chance para a finalização, que só ocorreu no início da partida com Luan e depois dos 30 minutos com Felipe Bastos, mas com a conclusão sendo feita de fora da área. Barcos, sem receber tal passe, se movimentou mais e tento criar espaços para Dudu e Luan.

Mapa Grêmio x São Paulo

Defeito desde o 4-2-3-1 de Enderson Moreira, nossos meias não entram na área e não possuem em seu repertório o bom arremate. O melhor deles neste quesito é Alán Ruiz, que é pouco utilizado por Felipão. Mesmo que fosse utilizado, Ruiz é bom finalizador quando recebe na entrada na área, ou seja, ainda faltaria um meia ou um atacante mais presente perto de Barcos e do gol.

Este jogador poderia ser Fernandinho, que também joga pouco com Felipão e não é lá essas coisas na hora de finalizar. Já Giuliano sempre foi coadjuvante e marcou poucos gols. Também não é este nome efetivo na área.

Se do meio para trás o Grêmio vai bem, a questão da falta de gols dificilmente será contornada com o atual jogadores que temos. E não por culpa de esquema ou de escolha de nomes, mas pela característica dos nossos meias e atacantes. Só Barcos sabe fazer gol.

Publicado originalmente em gremiolibertador