O que realmente importa?

Este texto é muito mais uma crítica jornalística do que para falar de futebol, porém, vou usar uma notícia de hoje, e que envolve o Grêmio, para dizer algumas coisas.

Na terça-feira, a Assembleia Legislativa do RS aprovou o projeto que prevê aposentadoria especial para os parlamentares. Desde o minuto após a divulgação do resultado da votação, o assunto tomou conta das redes sociais trazendo revolta por parte de todos os usuários, inclusive de jornalistas que se manifestaram através delas e em programas de rádio e TV.

Escrevi no meu perfil do Facebook, que gostaria de ver nas capas dos jornais do RS do dia seguinte (quarta-feira), manchetes repudiando a aprovação da aposentadoria especial para deputados, e que a imprensa precisaria se posicionar. A capa abaixo foi a do jornal mais importante (?) do Estado.

Ontem

Um mero destaque foi dado, sendo que o tema acima daria margem para inúmeras capas, uma até trazendo os nomes de quem foi favorável ao projeto, por exemplo – lista essa que circulou muito nas redes sociais.

A matéria que tem chamada em capa sequer apresenta tal lista, o máximo que ela apresenta é um link (????) onde o leitor pode verificar como cada parlamentar se posicionou. Que jornalismo é esse?

Nesta quinta-feira, a matéria em tom terrorista sobre o Grêmio – que é explicável já que conhecemos bem quem a assina – está estampada na capa do mesmo jornal.

Hoje

Sobre ela, deixo abaixo o tuíte do vice-presidente do Conselho de Administração do Grêmio, Odorico Roman.

Ico

A aprovação do projeto na Assembleia revoltou os gaúchos, que demostraram sua insatisfação de inúmeras formas, inclusive entrando em contato com os veículos de comunicação. Não seria o momento de o principal – ou que se acha o principal jornal do Estado – estar ao lado do povo e dar a importância que tal fato mereceu? Não era o momento de ter um posição forte e estar ao lado do povo ou ao menos refletir o que ele está sentindo?

Em que critério jornalístico uma matéria de um clube de futebol – seja ele qual for – tem mais relevância do que um tema que indignou toda a população do RS, e que foi preterido por um acontecimento que ocorreu em outro país?

Registo que faria tal crítica se a matéria de hoje fosse sobre o Inter – talvez não neste espaço, é claro. A questão não é clubística, e sim jornalística. E como jornalista, cada vez mais descrente na minha profissão, confesso que fatos como estes me desmotivam a cada dia.

Originalmente publicado em gremiolibertador

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Complicou

Era notório que as partidas contra Cruzeiro e Corinthians iam encaminhar nossa situação. Foram seios pontos disputados e os adversários eram fortes, com um sendo inimigo direto na briga pela vaga na Libertadores. Com as duas derrotas, a vaga para o maior torneio da América virou algo quase inalcançável.

Com Ramiro na lateral direita substituindo Pará, e Bressan no lugar de Geromel, entramos em campo com a mesma proposta de sempre. O Corinthians veio para cima desde o começo e criou várias chances de gol, podendo ter saído vitorioso do primeiro tempo.

Já o Grêmio pouco apareceu no campo de ataque. Conseguimos alguns escanteios – que novamente não foram bem aproveitados – e finalizamos uma única vez com Felipe Bastos. Com Ramiro na direita, perdemos a velocidade no meio-campo. Além disso, os paulistas deram pouco espaço para que o Grêmio aproveitasse contra-ataques e erros de marcação. O 0×0 dos primeiros 45 minutos foi lucro.

Tentando ter mais velocidade e qualidade no meio-campo, Felipão voltou para a segunda etapa com Giuliano no lugar de Riveros, o que deu certo. Jogamos melhor mas não conseguimos criar chances claras de gol. Com a gente no controle do jogo, o Corinthians assustava em contra-ataques, sempre levando perigo ao gol de Grohe.

Jogo estava bom para gente. Aos 26 minutos, o lance que mudou a partida. Em um cruzamento que bate em Fábio Santos – que está dentro da área corintiana – o auxiliar marca pênalti. O árbitro Ricardo Marques Ribeiro e o bandeira debatem sobre a marcação e é assinalado apenas a lateral para o Grêmio. Depois disso o Grêmio foi outro.

Paramos de ter a bola no ataque, o Corinthians foi para cima e conseguiu marcar o gol que lhe deu a vitória. Resultado justo pelo que as duas equipes fizeram mas que poderia ter sido outro caso o pênalti tivesse sido marcado e convertido.

Agora é torcer pelo Cruzeiro na quarta-feira e vencer os dois últimos jogos. Respiramos por aparelhos.

Originalmente publicado em gremiolibertador

A nossa parte

Foi contra o Cruzeiro, no primeiro turno, que Felipão começou a mostrar que não está nada ultrapassado. Na partida em questão, o Grêmio teve uma ótima atuação e foi derrotado ao final do jogo. O resultado negativo trouxe raiva porque foi injusto, mas também deixou claro que o Tricolor tinha tudo para melhorar seu futebol e sua colocação na tabela.

Desde então, Felipão conseguiu – com um grupo limitado – colocar o Grêmio no topo da tabela. Já o Cruzeiro, apesar de alguns tropeços, segue firme para conquistar o bicampeonato nacional. A partida de amanhã, fundamental na pretensão de ambos – muito mais para nós devido a grande disputa por uma vaga na Libertadores -, nos dá a chance de vingar a derrota sofrida do primeiro turno.

Para conseguir tal triunfo, além de seguir tendo ótimas atuações, o Grêmio vai precisar do nosso apoio. Todos que irão na Arena nesta quinta-feira precisam alentar o Tricolor do início ao fim da partida. Se o grupo de jogadores ‘comprou’ o trabalho de Felipão, a torcida também precisa o fazer, obedecendo o chamado do Bigode, lotando o estádio e empurrando o time para mais uma vitória.

Felipão e o grupo de jogadores falam a cada entrevista que o objetivo é a vaga na Libertadores. A conquista dele passa pelo jogo de amanhã e nosso adversário é o virtual campeão. É hora do empenho final e de buscar a vitória a cada ataque.

O Grêmio precisa de nós. Se dentro de campo o objetivo parece estar próximo, vamos fazer ele ficar mais perto com o nosso apoio. Amanhã é dia de jogar junto e fazer a nossa parte.

Originalmente publicado em gremiolibertador

Repeteco

A vitória no clássico criou grande expectativa para a partida de hoje. A dúvida era se íamos conseguir atuar tão bem como fizemos frente ao nosso rival. O confronto, contra o lanterna e desesperado Criciúma era fundamental para nossos pretensões. O que se viu foi uma atuação idêntica.

Felipão escalou o mesmo time que iniciou o Grenal, dando liberdade para Luan e Dudu e soltando Ramiro pela direita. A atuação da primeira etapa lembrou muito o clássico, tanto pela qualidade quanto em transpiração e atenção. Pressionamos desde o início e marcamos o tento inicial aos 12 minutos numa roubada de bola de Dudu que passou pelo goleiro e estufou a rede.

Continuamos em cima e Pará acertou a trave. Aos 38, em um escanteio (sim, num escanteio) cobrado por Zé Roberto, Barcos colocou o segundo no placar. Terminamos o primeiro tempo com 2 a 0, boa atuação e sem que o Criciúma tivesse nos ameaçado.

O desesperado time catarinense tentou iniciar o segundo tempo pressionando mas não teve qualidade para isso. Bem postado, saíamos bem com a bola no pé e aproveitávamos o espaço dado para contra-ataques. Numa jogada de bola trabalhada, Ramiro – mais um vez se deslocando e virando um centroavante – em belo passe de Dudu marcou o terceiro gol.

Depois disso deixamos o tempo correr até que o jogo chegasse até o fim. A vitória, terceira consecutiva e com um bom futebol, foi de suma importância, já que temos dois jogos muito complicados pela frente, Cruzeiro (em casa) e Corinthians (fora).

A vaga para Libertadores está muito perto, e as boas atuações nos fazem acreditar ainda mais nisso.

Todo mundo na Arena quinta-feira!!!

Originalmente publicado em gremiolibertador

O gigante Lauro Quadros

Lauro Quadros anuncia aposentadoria

Trabalhava na Vivo, era caixa na loja do Iguatemi. Certo dia atendi o Lauro Quadros. De cara já saí falando que sempre o escutava e disse que um dia pretendia cursar jornalismo. Era início de 2006 e perguntei se ele iria viajar para cobrir a Copa do Mundo, Lauro disse que não tinha mais idade para isso e me contou uma pequena história.

Em uma cobertura de Copa, trabalhou por horas – fechando quase dois dias de trabalho ininterrupto – e começou a sentir uma dor de cabeça horrível, foi então que lembrara que não tinha comido nada neste tempo todo. Por fim, ele disse que o jornalismo dá trabalho mas é recompensador. Me desejou sorte, sorriu e foi embora.

Para quem é fã de rádio, hoje é um dia especial. Nossas grandes referências estão largando a latinha. Só nos resta agradecer.

Obrigado, Lauro Quadros!

A décima chance

Elano nos deu a última vitória em Grenal, no longínquo 26 de agosto de 2012. Desde então, foram disputados nove clássicos: perdemos cinco e empatamos quatro. Amanhã, temos mais uma chance de quebrar esse indesejável jejum. Está na hora.

O Grenal por si só tem sua carga emocional e sua importância. Além do mais, a briga de ambos por uma vaga na Libertadores de 2015 é mais um fator que contribui na relevância da partida. Justamente por estarmos atrás do rival na tabela, a vitória é fundamental.

Acredito que o clássico será de respeito. Nenhum dos times vai partir com tudo para cima sabendo que a derrota será muito prejudicial. Porém, se existe uma equipe que precisa buscar os três pontos, essa equipe é a do Grêmio. Se temos dificuldades em fazer isso, pouco importa. Que a torcida leve o time na base do alento e que cada jogador deixe sua alma em campo. Clássicos também são vencidos na base da garra.

Quebrar o jejum de vitórias é importante, a torcida fica mais confiante e o ambiente fica mais leve. O triunfo traz calma. Mas a importância da vitória amanhã também está em ficarmos bem colocados na disputa pela vaga na Libertadores.

Neste domingo temos a décima chance de voltar a vencer nosso maior rival e ir com tudo para a reta final da Brasileirão. A hora é agora!

Originalmente publicado em gremiolibertador