O surpreendente Marcelo Oliveira

Tá, eu sei que é cedo para ser definitivo quanto algumas coisas e que o Gauchão é parâmetro para pouca coisa, mas é inegável que Marcelo Oliveira é titular absoluto do time de Felipão.

Confesso que não entendi a contratação do ex-palmeirense. Achei que tínhamos jogadores na base capazes de contribuir da mesma forma e que era dinheiro posto fora, e já que estamos com pouco, era um desperdício.

Aos poucos, Marcelo foi provando porque tinha recebido o voto de confiança de Felipão e o rótulo de um cara experiente e que seria útil nesse novo Grêmio. De boas atuações, o jogador mostrou-se de fato um coringa e tem sido peça importante como voz ativa no vestiário.

Elogiado pelo presidente Romildo Bolzan Jr. como um “protótipo de sucesso no Grêmio”, Marcelo mostra dentro de campo a raça que todo gremista gosta de ver em quem farda a tricolor.

Ressalto que ainda é cedo para afirmar que o jogador já deu certo no Grêmio, mas para alguém que chegou desacreditado – pelo menos por mim – ele está muito bem.

Que siga assim no Brasileirão.

Publicado originalmente em gremiolibertador.com

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Quinta marcha

Embalamos. A vitória desta noite foi a quinta consecutiva, estamos invictos há oito jogos e ocupamos a liderança. Faltando duas rodadas para o fim da primeira fase do Gauchão, podemos dizer que temos um time.

Não repetimos a boa atuação do último domingo, isso porque os três meias erraram muitos passes e criamos pouco. Quando acertamos, chegamos fácil e o placar poderia ter sido mais elástico – sem contar nos dois gols de Braian que foram mal anulados.

Defensivamente tivemos problemas no primeiro tempo, principalmente no lado esquerdo, onde Luan fazia a recomposição defensiva muito devagar e dava espaço para o experiente time do Novo Hamburgo atacar. Mesmo assim não corremos grande risco.

Consolidado no esquema 4-2-3-1, o time segue sua crescente tática e técnica no momento em que nos aproximamos da fase decisiva da competição. Quem viu o Grêmio nesta noite pode dizer que assistiu um time na concepção da palavra.

O Tricolor segue encontrando seu caminho.

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

Mais um armador

O futebol vem passando por algumas mudanças táticas importantes, principalmente na Europa, pelas mãos de treinadores como Guardiola, por exemplo. Os modelos defensivos e principalmente ofensivos são mais variados e armação de jogo começa com o goleiro.

Esquema da moda nos dias de hoje, o 4-2-3-1 prima por três jogadores – o que sustentam o camisa 9 – de velocidade e técnica, mas que não tenham como peça fundamental o pensamento de um camisa 10 nato. Sendo assim, a função do 10 agora é exercida um pouco mais atrás, onde atuam os volantes, ou melhor, os meio-campistas.

Felipão gosta do 4-2-3-1, tanto que usou o esquema ano passado e agora monta seu time através dele, com isso, a função de organizar o time fica a cargo dos homens que estão a frente da zaga. E a novidade no elenco atual é Maicon, que tem como característica principal o passe. Em sua estreia no último sábado, ele deu 75 passes, acertando 71 deles, o que resulta em um aproveitamento de 95% (dados do Footstats).

Dificilmente ele seguirá nessa média, afinal de contas, jogamos praticamente só no ataque. Porém, vale salientar que Maicon não fez só passes laterias, alguns deles deram boas condições de finalizações aos seus companheiros. Com a intensa movimentação do quarteto final, os meio-campistas são fundamentais para o funcionamento do esquema de Felipão, que parece ter em mente a titularidade de Maicon, justamente pela qualidade técnica.

Ter uma saída de jogo qualificada e com um alto índice de acertos de passes, faz com que a marcação adversária ocorra mais a frente e assim abra mais espaços para os meias se movimentarem e sejam opções de passe. A figura do volantão está com os dias contados, e Felipão parece ter se dado conta disso.

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Felipão mentiu?

A grande celeuma do jogo de ontem foi a frase dita por Felipão após ser expulso pelo árbitro Francisco Silva Neto. A sentença “Chico Colorado”, proferida por um Felipão irritado após reclamar seguidamente de faltas não marcadas no estreante Braian Rodriguez, virou o assunto da partida.

As duas palavras se transformaram na pauta principal das redes sociais e da imprensa, com comentaristas pedindo até um processo contra Scolari. Num primeiro momento cabe avaliar se chamar alguém de colorado é ofensa. Eu não acho. Ah, mas Felipão quis ofender o árbitro e por isso o chamou de colorado. Seria esse o motivo da frase?

Todo meio esportivo do RS conhece Francisco Silva Neto como Chico Colorado. O apelido não nasceu ontem e segue o juiz há anos. A própria imprensa, nos corredores dos veículos, o trata assim. Só não o faz no ar porque é de conhecimento geral a alcunha referida ao apitador.

Felipão não mentiu. Apenas disse o que todo mundo diz no dia a dia, só que não com os holofotes que Scolari atrai. A partir daí, as críticas sistemáticas que sofre, regadas a um ódio pessoal e até mesmo clubístico, tomarão ainda mais volume.

Que batam, que sigam batendo, Scolari aguenta. Porém, não sejam hipócritas ao falar que Felipão quis ofender o juiz ao chamá-lo de Chico Colorado. Ele apenas o tratou pelo apelido.

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Mais um reforço

Giuliano fez boas partidas ano passado, não foi o que esperávamos, é claro, e todos aguardavam 2015 para ver o que jogador podia render. Superado o problema físico com a cirurgia no púbis e vencida a readaptação ao futebol brasileiro, o meia começa a mostrar bom futebol. Fez seu melhor jogo no ano e foi o autor do gol que nos deu a vitória desta noite.

Triunfo que veio através da consolidação do 4-2-3-1, esquema que ao que tudo indica será o utilizado por Felipão daqui para frente. Com a boa movimentação da linha de 3 atrás de Mamute, criamos boas chances e inclusive o gol, num belo passe de Luan em infiltração de Giuliano.

O jogo poderia ter sido menos complicado, a expulsão de Fellipe Bastos trouxe o time do Ypiranga para cima, mas conseguimos fechar bem os espaços e segurar a vitória. Braian fez sua estreia e foi prejudicado pela expulsão, mas mesmo assim foi participativo – fazendo o pivô, chamando faltas e segurando a bola – e quase marcou de cabeça.

Duas vitórias seguidas trazem um pouco de calma ao time. O trabalho de Felipão começa a aparecer e vamos subindo na tabela. Ainda restam algumas peças que trarão ainda mais qualidade ao elenco gremista, o que alimenta a chance da conquista do caneco.

Sábado é dia de invadir a Arena e alentar o Tricolor rumo a mais uma vitória. Será que com Cebolla em campo?

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A gurizada como coadjuvante

De acordo com o site do Grêmio, este é o elenco da equipe principal. São 35 jogadores no total:

Goleiros: Leo, Marcelo Grohe, Tiago e Vitor.

Zagueiros: Erazo, Gabriel, Gabriel Silva, Geromel, Rafael Thyere e Rhodolfo.

Laterais: Júnior, Marcelo Hermes, Marcelo Oliveira, Matías, Rafael Galhardo e Raul.

Meios-campistas: Araújo, Arthur, Balbino, Cristian Rodríguez, Douglas, Fellipe Bastos, Giuliano, Lincoln, Maicon, Ramiro e Walace.

Atacantes: Braian Rodríguez, Everaldo, Everton, Luan, Lucas Coelho, Paulinho, Pedro Rocha e Yuri Mamute.

Dividindo entre experientes e jovens, teremos 15 de um lado e 20 do outro. Claro que o número alto de jovens no elenco pode depor contra o título deste texto, mas se analisarmos um possível time titular – e deixo esse exercício pra você – teremos poucos deles entre os 11.

Além disso, os poucos que integrarão o time titular não terão em seus ombros toda a responsabilidade de serem decisivos, e isso ajuda no processo da formação do jogador. Por outro lado, jogadores como Walace, Luan e Lincoln podem se destacar pelas qualidades que possuem usando como escada um time experiente.

A tão falada mescla, que já rendeu inúmeras conquistas no passado Tricolor, volta a fazer parte da nossa rotina, embora forçada pelo atual momento financeiro do clube. Todavia, espero que tal política seja permanente, onde a gurizada componha de fato a base do elenco e que a ida ao mercado ocorra para buscar jogadores que não tenhamos forjados.

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Um passo de cada vez

Esperava um clássico pior em termos de atuação e resultado. Não que esteja satisfeito com o que vi, mas evoluímos em termos de equipe – fato que já tinha ocorrido contra o Juventude – e poderíamos ter vencido nosso rival.

Felipão surpreendeu ao escalar Lincoln e Mamute, e ambos foram muito bem, assim como Matías, que fez sua melhor partida com a camisa tricolor. O meio campo se organizou melhor depois dos 30 minutos e no segundo tempo não conseguiu ser tão criativo, mesmo com a entrada de Giuliano – que ainda carece de melhores condições físicas e ritmo de jogo.

Defensivamente demoramos para acertar a marcação e durante o jogo falhamos em alguns momentos, dando espaço na frente da área e em bolas paradas. No começo da partida a impressão era que faltava pegada, mas aos poucos a coisa se ajeitou.

Neste momento de formação de uma nova equipe, a evolução a cada jogo é importante para que de fato o time seja forjado, e ela ocorreu neste clássico. Fizemos um bom jogo e a vitória esteve perto.

E pouco me importa se o rival estava com o time misto, pois acredito que temos que comparar o Grêmio de hoje com o da última segunda-feira, ele foi melhor. Aos poucos vamos melhorar.

Originalmente publicado em gremiolibertador.com