Quem não contratar

A praticamente certa disputa da Libertadores em 2016 faz com que pensemos num novo time. Não uma equipe completamente diferente, é claro, mas um elenco mais forte que o atual e aproveitando os atletas que nos levaram a essa condição.

Com uma boa base e nossas carências escancaradas, a direção gremista precisa ser certeira nas contratações pontuais que de fato coloquem o Tricolor num nível de igualdade com os demais clubes brasileiros e do exterior.

Claro que nossa condição financeira é o grande complicador, porém, além de criatividade o Grêmio vai precisar mostrar que seu departamento de futebol conhece do riscado. É nessas horas que um olhar diferenciado ao mercado faz com que se contrate bem e pagando pouco, ou não tão caro, digamos assim

Ainda sobre esse olhar, precisamos de jogadores unânimes. Tais atletas precisam ser incontestáveis e o grande diferencial no time de 2016. As posições me parecem claras para qualquer gremista que acompanha de perto nossas atuações.

Não podemos é cometer um erro comum: o de contratar jogadores medianos. Se a política propagada pelo atual mandatário gremista é de valorizar a categoria de base, é inadmissível que contratemos atletas só para grupo. Elenco que se faz com os jovens, já para montar um time se vai ao mercado e se busca a qualidade que não temos.

A missão do departamento de futebol não é nada fácil, mas saber o que não deve fazer me parece um bom começo.

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

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O fator 5×0

A histórica goleada (aquele dia foi massa!) do primeiro turno vai sim entrar em campo no próximo domingo. Não tem como o resultado não interferir nos pensamentos e atitudes que irão ser tomadas para o clássico.

Eles tentarão a todo custo a vingança. Claro que repetir o mesmo placar é algo improvável, mas eles darão a vida para ao menos sair vitoriosos. Nós entraremos em campo com o objetivo de consolidar o melhor momento e alcançar mais um triunfo na cancha adversária.

Dentro de campo, creio que essa sanha de vingança possa atrapalhar nosso rival, aí temos que ser inteligentes e aproveitar futuras falhas devido à desorganização adversária. Precisamos entrar atentos – principalmente nos primeiros quinzes minutos – e aproveitar cada palmo de campo que será dado por eles. Precisamos tomar as rédeas da partida logo cedo e travar o ímpeto adversário para que a nossa vitória fique mais próxima.

Escrevi várias vezes e reafirmo que clássico tem sim favorito, e domingo nós estamos em vantagem. Não só pela posição da tabela, mas também por melhores atuações dentro de campo. Evidente que o 5×0 pode ser um grande combustível para eles e por isso acredito que toda atenção gremista deve ser redobrada.

O resultado do primeiro turno rondará cada segundo da partida de domingo. Que o Grêmio se aproveite do possível nervosismo adversário, siga sendo superior e saia de campo com a vitória.

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

Tem que dividir!

escrevi sobre o que sinto falta neste atual time do Grêmio, porém, olhando estes últimos jogos e lembrando de outras partidas me lembrei de outro fator. A derrota contra o Sport e frente o São Paulo – jogo que tirou nossa invencibilidade como mandante – ocorreram em circunstâncias semelhantes.

Mesmo jogando bem nas duas partidas, lances isolados resultaram em gols sofridos. E o pior, com falhas individuais que poderiam ter sido evitadas. A impressão que dá é que dividimos a bola com medo de fazer a falta ou se machucar, o que leva a entrar de maneira mais ‘fraca’ no pé de ferro e perder a bola. Além disso, às vezes nem para a dividida vamos (vide o gol do Sport).

Não quero incentivar a violência e dizer que o Grêmio precisa bater. Não é isto. Só penso que alguns jogadores transparecem certo receio em dividir alguns lances e isso eu não tolero. E também nos falta a malandragem de parar o jogo. Exemplifico: em outra derrota em casa, dois gols da Chapecoense (o segundo e o terceiro) poderiam ter sido evitados com falta. Não uma tesoura por trás, é claro. Um simples puxão na camisa e a tarefa estava cumprida.

Reitero que não sou a favor da violência. No futebol atual, como o que o Grêmio pratica, a recuperação de bola vem mais pela pressão e ocupação de espaços do que pelas dividias em si. Entretanto, quando elas ocorrem nós precisamos entrar forte.

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

Todos querem Luan

Com o término do Brasileirão se avizinhando, começam a circular notícias (?) sobre possíveis negócios envolvendo o Grêmio e seus atletas. Há anos, tenho por hábito não ler nada relativo ao tema. Só abordo um negócio feito pelo Tricolor depois que o mesmo o oficializa através de seus canais de comunicação. Não gosto de sonhar ou lamentar contratações e vendas me baseando por chutes da imprensa municiada por empresários que querem por seus jogadores na mídia. Ouço o clube e pronto.

Por mais que não consuma tais informações, é impossível não ler uma manchete aqui e outra ali enquanto estou nas redes sociais. Sendo assim, ao longo dessa semana li vários títulos que envolviam um jogador: Luan. Se pudesse chutar, creio que de a cada 10 notícias (?), oito falavam do nosso atacante. Além disso, a maioria delas tratava do interesse de clubes brasileiros pelo nosso camisa 7.

Me parece notório que Luan foi um dos destaques do Brasileirão e por isso é alvo de tantos clubes. Ainda vivemos num país onde o reconhecimento do eixo Rio-São Paulo é importante para alavancar a carreira de um atleta, e Luan – ao longo de toda a temporada – é apontado como o grande jogador do Grêmio.

Quem me acompanha por aqui sabe o quanto gosto de Luan. Acredito que ele é o único entre os titulares que pode fazer algo diferente dentro de uma partida e nos levar à vitória. Por outro lado, por ter tal qualidade, ele leva em seu calcanhar um certo ranço de parte da torcida que não tem paciência alguma com jovens promessas. Quantas vezes corremos jogadores para que num futuro próximo eles levantassem taças em outros clubes?

Desejo que essa história não se repita e Luan permaneça no Grêmio em 2016. Porém, se o negócio for inevitável, que seja por um bom valor e para um time de fora do Brasil. Negociar Luan com adversários nacionais seria um erro imperdoável.

Originalmente publicado em gremiolibertador.com