Os primeiros testes

A competição mais importante do ano é a Libertadores, sei que óbvio mas ele também precisa ser dito. Falando exclusivamente deste começo de temporada, a Primeira Liga e o Ruralito também estão na agenda de compromissos do Tricolor. Se dois torneios servirão para rodar o elenco, será na Libertadores que veremos em que patamar nosso time anda.

O jogo de ontem cumpriu seu propósito: dar ritmo aos reservas e observar a gurizada oriunda da base. Aos poucos, a equipe titular passa a ser protagonista nos jogos para estar em boas condições na estreia da Libertadores.

Com pouco dinheiro em caixa, os jogos da Primeira Liga e do Ruralito serão fundamentais para que Roger possa avaliar o que vamos precisar para uma possível reta final de Libertadores e para as competições seguintes. Se avançarmos na Libertadores, a competição ocorrerá simultaneamente com o Brasileirão, que pode vir a ser outra competição – pelo menos em seu início – para se observar jogadores.

Por mais que tenhamos essa obrigação de sair da fila e levantar uma taça, esses jogos da Primeira Liga e do Ruralito são testes de elenco e o torcedor precisa maneirar nas críticas. O trabalho recente da base com bom aproveitamento de jogadores no plantel principal é um fator a ser observado e que dá um voto de confiança à comissão técnica e atletas.

Ganhar a Primeira Liga e/ou Ruralito seria importante, sem dúvida. Mas estes torneios precisam ser colocados em dimensões diferentes da Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil. É agora no início de trabalho que os testes devem ser feitos, depois não é permito errar.

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

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Só a RBS é contra a Primeira Liga

Estamos vivendo dias de revolução. A história está passando diante de nossos olhos e todos tomam lado. Depois do veto da CBF contra a realização da Primeira Liga, os lados ficaram ainda mais claros: CBF/Federações x Clubes/Torcedores.

Com os interesses políticos e financeiros da CBF/Federações em risco com a criação da Liga e a manutenção da competição mesmo após o veto, seus defensores e interessados na continuidade dessas instituições nefastas ao futebol brasileiro saem aos microfones destilando ódio contra a Primeira Liga.

Aqui na província, o destaque vai para a maior (?) empresa de comunicação do Estado, que apresenta um discurso inexplicavelmente fora da curva e berra contra a Liga.

Acompanhando noticiários e opiniões de inúmeros profissionais de todo o Brasil, é consenso que o reinado da CBF/Federações precisa chegar ao fim e que a Primeira Liga é o primeiro passo para a revolução que nosso futebol necessita.

Além disso, as redes sociais demonstram e servem de ótimo termômetro sobre o sentimento do torcedor que abraçou a Liga e também quer que esse movimento político saia vitorioso desta peleia: #JuntosPelaPrimeiraLiga.

O discurso da RBS, que parece estar alinhado com os objetivos e preocupações do mandatário do futebol gaúcho, também repercute nas redes sociais, onde torcedores de Grêmio e Inter ponderam o posicionamento contrário à Primeira Liga adotado pelo grupo.

O que a RBS defende? Por que o grupo é contra um movimento que visa enfraquecer uma instituição corrupta e que lesa o futebol e por consequência os clubes brasileiros desde sempre?

Neste momento de revolução, me lembrei do Brizola e sua entonação para a seguinte palavra: interésses.

Boa sorte, Primeira Liga! Conte conosco!

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

A Primeira Liga só tem um objetivo

O recado dado pelos clubes ao criarem a Primeira Liga foi mais ou menos esse: “CBF, quem manda nessa porra aqui somos nós!”. A Liga nada mais é do que um movimento político que visa tirar o controle das competições nacionais da instituição corrupta e incompetente que a CBF se tornou.

Num primeiro momento, a realização de uma competição – que terá caráter amistoso – é lucro. O primeiro passo é marcar território e mostrar à CBF que os clubes não querem mais que a Confederação seja a organizadora das competições, cuidando apenas da seleção. Chega de ficar refém de uma instituição que nada faz pelo futebol brasileiro.

Além disso, o recado também é dado para as Federações, que em todo o Brasil são berços de coronéis que através do futebol ganham holofotes na sociedade e influência política em variadas esferas, ao mesmo tempo que nada fazem para melhorar o futebol na maioria dos estados.

Aqui no Rio Grande do Sul, o discurso antiquado e secador contra a Primeira Liga ganha eco em parte da mídia, que parece ter interesse na não realização do torneio e também um comprometimento editorial em favor da Federação Gaúcha de Futebol.

A Primeira Liga se trata, neste momento inicial, de um movimento político que pretende libertar os clubes da CBF e das Federações. É simples assim. Quem é contra, obviamente, compactua com o atual modelo do futebol nacional, além de defender interesses comerciais que estão por trás esporte bretão.

Claro que a Liga também precisa debater calendário e questões esportivas esquecidas pela CBF. Porém, o objetivo inicial é mostrar à CBF e Federações que quem manda no futebol brasileiro são os clubes, protagonistas históricos que vislumbram no coração do povo brasileiro a paixão pelo futebol.

Quem ama o esporte bretão apoia a Primeira Liga, o resto é defender o indefensável.

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

A corneta soa primeiro

Grohe motorista de kombi. Geromel? Com esse nome e essa cara de bom moço não serve para zagueiro. Maicon é refugo do São Paulo. E por aí vai…

Poderia também falar da pegação de pé em cima do Luan, nosso principal jogador em 2015. Fato é que estamos muito malas. Reclamamos de tudo e nunca demos tempo para que os jogadores se afirmem, ou é fácil chegar em qualquer ambiente de trabalho e logo no primeiro dia mostrar todo seu potencial?

Me parece claro que o Grêmio não contratará um medalhão, o famoso jogador que enche aeroporto. Claro que eu queria um extraclasse, mas e as finanças? Já formamos times caros que fracassaram, agora temos base e precisamos de reforços pontuais, mas necessariamente precisam ser caros?

Evidente que o departamento de futebol precisa mostrar conhecimento e contratar jogadores baratos e que podem dar o retorno que precisamos. Agora, a corneta – seja em quem for – sem antes o cara fardar é erro.

É ano de Libertadores. Mais alento, menos corneta.

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

Tem que ser em 2016

Nos festejos de final de ano dos gremistas uma esperança mais uma vez foi renovada: a de sairmos da fila e conquistar um caneco.

A manutenção da boa base de 2015 através da renovação de Grohe e da compra de Geromel e Maicon, nos dá a certeza que estamos no caminho certo. Evidente que precisamos contratar, mas manter o que se tem é fundamental para a solidificação de um trabalho.

Claro que os reforços pontuais precisam ter qualidade e o time precisa dar liga, mas é inegável que temos uma boa perspectiva. Ainda mais com Roger na casamata, o grande ‘achado’ do Grêmio em 2015.

Ao mesmo tempo, a torcida mostra que está ao lado do clube e em dezembro o número de associações foi grande. Por outro lado, inúmeros sócios anteciparam sua anuidade para que o clube tenha poder de investimento neste momento importante.

Na teoria, estamos prontos. Não me decepciona, 2016!

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

Ano que vem, Papai Noel!

Querido Papai Noel,

Mais um ano se encerra e a gente de mão abanando…

Comecei 2015 com a esperança de que voltaríamos a vencer. Com Felipão na casamata, alimentei meu coração de fé. Por várias circunstâncias, nosso ídolo não conseguiu nos dar aquilo que esperávamos e sua nova passagem durou pouco. Sua saída colocou nosso destino em xeque.

Se por um lado os pessimistas projetaram o pior, os mais centrados apostaram em Roger e mais uma vez a esperança voltou a morar nos corações gremistas. Com um bom trabalho, achamos que ergueríamos uma taça.

Por defeitos pontuais e por ter um plantel que ainda não está pronto, falhamos. Outra decepção, coisa comum para os gremistas nestes últimos anos. Porém, garantir a vaga para a Libertadores de 2016 colocou mais doce em nosso sonho de enfim comemorar um título.

Não sei onde falhei e prometo continuar um gremista que pensa primeiro no bem do clube e sempre com uma visão otimista. Por outro lado, penso que a crítica propositiva também ajuda a instituição.

Desculpe se errei em meu gremismo e perdoe meus pares que agem mais pelo ego do que pelo amor ao clube.

Com a certeza de que ano que vem o senhor nos dará um título…

Att,
Alemão Pizoni

Originalmente publicado em gremiolibertador.com