A volta da confiança

Difícil falar do jogo de ontem sem ficar com a esperança de que somos fortes candidatos ao título nacional. Sim, foram só três jogos, mas os sete pontos conquistados e a esplêndida atuação de ontem fazem não só termos um bom início de campeonato, mas o mais importantes: nos dá confiança.

Essa palavra, tão ressaltada após a vitória contra o Flamengo, foi notada no jogo de ontem. Fomos mais assertivos em termos de passe, conclusões e jogadas trabalhadas. Claro que o gol cedo ajudou, mas era nítido que estávamos atuando com uma confiança que fora perdida após as eliminações no Ruralito e na Libertadores.

Além da confiança, fomos ousados. Sabíamos que nosso adversário estava mais desfalcado que nós e a chance de um triunfo fora de casa era eminente. E foi com esta postura de aproveitar tal oportunidade que entramos em campo e saímos vitoriosos.

Se contra os grandes e favoritos é normal a troca de pontos, é contra os times médios que se ganha o campeonato. Por isso, o jogo de domingo é de suma importante para dar prosseguimento e este belo início.

Todos na Arena!!!

*Originalmente publicado em Grêmio Libertador

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O Grêmio é o Grêmio

Diz o traíra que “O Flamengo é o Flamengo”. Sendo assim, por mais que o time carioca viva um momento de turbulência devido a eliminação na Copa do Brasil frente ao Fortaleza e ao problema de saúde de Muricy, o jogo de domingo não está ganho.

Como um time de camisa pesada, o rubro-negro virá querendo se redimir com a torcida. Na prática, acredito que vá armar uma senhora retranca e jogar por uma bola, embora a tradição do clube pregue um futebol vistoso. Com isso, precisaremos de criatividade do meio para frente. E a grande novidade do último domingo foi o posicionamento de Bolaños.

A tendência de repetição do time nos dá uma certa garantia na solidez da nossa atuação. Em contrapartida, teremos que sair mais para o jogo e ser mais assertivos nas finalizações – esse sim o grande pecado da nossa estreia em São Paulo. Sem o camisa 10 clássico, Bolaños ficou mais comprometido com a armação da equipe, embora ela seja compartilhada com Luan e Giuliano que neste esquema se movimentam mais, fazendo com que Bobô fique mais presente entre os zagueiros adversários.

Se o novo esquema carece de mais atuações para uma consolidação completa, ela ficará comprometida com a ida de Bolaños à seleção equatoriana que disputará a Copa América Centenária, e claro ao calendário estapafúrdio forjado pela CBF. A lamentar este fato, domingo temos que aproveitar este momento de instabilidade do Flamengo e garantir os três pontos, até para podermos ir para Minas – enfrentar um Atlético-MG também pressionado – motivados e pensando em mais um triunfo.

A importância das primeiras cinco rodadas verbalizada por direção e jogadores, também passa pela conquista dos pontos em casa. Se “o Flamengo é o Flamengo”, na Arena “o Grêmio tem que ser Grêmio”.

Todo mundo lá! Ah, tem promoção.

*Originalmente publicado em Grêmio Libertador

Incógnita

Domingo começamos o Brasileirão com um ponto de interrogação sobre o futuro do nosso time. A traumática eliminação na Libertadores ainda faz parte do nosso dia a dia, assim como deve estar sendo no de Roger, que precisa corrigir problemas que a equipe deixou claro. A direção também precisa fazer sua parte, contratando reforços pontuais que são necessários para uma competição longeva.

Analisando o que temos para este começo de competição, Roger precisa criar alternativas de esquemas e soluções para quando nosso jogo – que parece já estar sendo entendido e bem marcado por nossos rivais – não encaixar. A questão anímica também deve ser trabalhada, afinal de contas, se o discurso é pela busca do título, não podemos ter a postura passiva que tivemos na Libertadores.

Sobre discurso, a direção deixa claro que as primeiras cinco rodadas darão o norte sobre o que queremos neste Brasileirão. Na prática, o tom da fala coloca uma certa pressão no grupo e principalmente em Roger. Em contrapartida, é notório que o trabalho do ex-lateral carece de correções, e não de uma interrupção.

Num campeonato equilibrado como este, o chavão de que todo jogo é final é bem vindo. Por este viés, precisamos ver um Grêmio audacioso já no domingo. Se não existe nenhum candidato ao título, que nossa postura em campo seja a de uma equipe que vai em busca do tricampeonato.

*Originalmente publicado em Grêmio Libertador

 

Todos estão surdos

Hoje é o dia da ressaca. Do nada presta. Da terra arrasada. Natural.

Também é dia dos abutres políticos voltarem aos holofotes como senhores da razão.

Dia de mudanças, como as já anunciadas pelo clube.

Dia do descrédito total, afinal de contas a passionalidade nos cega.

Mas dia de Grêmio – hashtag tão utilizada –  é só quando o time entra em campo?

Quem protege o clube nessas horas em que a torcida perde a pouca fé que ainda tinha e a politicagem rasteira e nefasta – essa sim a grande culpada pelos 15 anos – ganha as manchetes, preenche programas esportivos e se mostra através de tuítes e textões no Facebook?

Sem dúvida o momento pede indignação da torcida e ações por parte da direção. O que não podemos é expor a instituição como os urubus da política gremista o fazem. Como gremistas da mídia também o fazem, a procura de cliques, RTs e querendo passar atestado de bons perdedores.

Hoje, mais do que nunca, também é dia de Grêmio. Respeitem a instituição. Ela é maior que todos.

*Originalmente publicado em Grêmio Libertador