Arbitragens fracas estimulam Neymar a simular faltas

O vídeo publicado no YouTube no último dia 13 – o qual reproduzo abaixo – faz uma comparação que muita gente faz e já fez sobre o comportamento de Messi e Neymar referente aos seus marcadores.

Enquanto o argentino tenta a todo custo se manter de pé e finalizar a jogada sofrendo inúmeras faltas no mesmo lance, o brasileiro simula choques, entradas e desiste de jogadas em prol de tentar cavar uma falta.

Evidente que existe uma grande diferença de postura e de enfrentamento, mas também um fator a ser relevado é a arbitragem europeia e a brasileira.

A cultura europeia, tanto de arbitragem quanto dos jogadores, abomina quem tenta ludibriar o juiz. Na Inglaterra, o clima é hostil contra os farsantes. Já no Brasil, as fracas arbitragens marcam faltas que na Europa não passam de meros contatos.

No vídeo Neymar simula faltas. Vários juízes marcaram a infração por parte dos adversários do jovem santista. A farsa deu certo. Talvez este seja um dos fatores que faz com que Neymar simule tanto: a conivência da arbitragem.

Será que quando ele for para a Europa vai se atirar tanto?

 

 

 

Anúncios

NFL vive seus dias de campeonato brasileiro

Os árbitros da NFL estão em greve – querem aumento de salário. Para a liga não entrar em locaute, árbitros substitutos estão no comando das partidas. No Monday Night Football de ontem, entre Seattle Seahawks e Green Bay Packers, um erro decidiu a partida. Leia aqui o texto do Everaldo Marques que explica o erro e comenta a situação atual da liga.

Os jogadores e torcedores clamam pela volta dos árbitros oficiais. “Vamos lá! A gente pode por favor ter os árbitros de verdade de volta? Estão destruindo o jogo que aprendemos a amar”, implorou Patrick Peterson, jogador dos Arizona Cardinals, no Twitter.

Foto: Otto Greule Jr/Getty Images

No Brasil os árbitros não fazem greve, em compensação, os erros se multiplicam a cada rodada. A CBF pouco faz a respeito, pelo contrário, pune jogadores e técnicos que ousam reclamar de tais erros. Já os juízes, ficam impunes.

Nossa paixão pelo esporte bretão é tão grande, que mesmo assim continuamos amando nosso time e o jogo. A NFL está vivendo seus dias de Brasileirão. Até quando o amor dos jogadores e torcedores pelo esporte vai resistir aos erros?

A NFL, ao contrário da CBF, certamente fará algo para salvar o esporte e, evidentemente, seu negócio.

Profissionalização da arbitragem: um caminho sem volta

Todo final de rodada é aquela mesma história: torcida, jogadores e técnicos revoltados contra os erros de arbitragens que prejudicaram sua equipe. Os mesmos que reclamam hoje, foram beneficiados com erros ontem. O clico não tem fim, assim como os erros.

As más arbitragens não são uma exclusividade do futebol nacional, mas parece que por aqui as falhas são mais frequentes. Basta uma rodada com apenas 10 jogos para inúmeros erros aparecerem.

A CBF – que não faz nada além de cuidar da Seleção – pelos motivos que todos nós conhecemos, não se importa com as peripécias de seu quadro de arbitragem.

A solução parece óbvia, mas está distante de ser tomada: a profissionalização da arbitragem. Hoje, ser árbitro de futebol, além de render uma bela quantia para os juízes que apitam as séries A e B, nada mais é que um segundo emprego. Um bico.

Com a profissionalização, além de uma dedicação maior, o aprimoramento também ganharia uma atenção especial e, como consequência, os erros diminuiriam.

Enquanto isso, perde-se tempo nas coletivas de imprensa após os jogos se falando em erros de arbitragem, quando o mais interessante seria discutir o que se passou dentro das quatro linhas.

Além é claro, de esgotar a paciência de quem ama o futebol.