10.496

Eu fui um dos que mais torrei a paciência para que o jogo de ontem fosse adiado. Cá entre nós, num cenário tão devastador que Porto Alegre enfrentou de quarta para quinta-feira – com todos os reflexos sendo sentidos somente durante o dia de ontem – era temerária a realização da partida.

Porém, sem o Poder Público da capital sinalizar a organização do evento que a chegada do torcedor à Arena seria impossível, a peleia foi mantida. Quem foi ao jogo não enfrentou nada muito diferente dos outros dias. Claro que o entorno e algumas vias de acesso estavam com sérios problemas, mas tanto a chegada como a saída foram tranquilas.

Cético, não esperava mais de cinco mil torcedores na Arena. E não por duvidar da nossa torcida ou algo do tipo, mas no simples fato que vivemos ontem um dos dias mais atípicos da história recente de Porto Alegre.

Confesso que fiquei surpreso ao ver que 10.496 torcedores alentaram o Grêmio na noite de ontem e que foram fundamentais para a vitória que nos colocou muito próximo da Libertadores de 2016.

Não há dúvida, vivemos de loucura.

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

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De olho no Flu

O jogo de amanhã frente ao Avaí tem tudo para ser parecido com o da próxima quarta-feira, contra o Fluminense. Jogando fora de casa, o time catarinense – que vem em boa fase – vai se fechar e explorar contra-ataques e bolas paradas. Já na quarta, o time carioca terá uma atuação semelhante, afinal de contas, em sua própria casa jogou mais preocupado em não levar gol do que fazer.

Estamos encontrando dificuldades quando enfrentamos times muito fechados. Por mais que nossa proposta de jogo contemple ampla movimentação e um ótimo toque de bola, em algumas partidas não obtivemos sucesso em marcar um gol loco cedo, que sempre traz tranquilidade. Neste sábado, tudo leva a crer que Roger voltará a escalar Luan como ‘referência’, e acredito que tal mexida se dará em virtude da nossa baixa produção ofensiva contra o Fluminense.

Claro que o jogo de amanhã é fundamental para mantermos nossa excelente campanha no Brasileirão, mas penso que o Grêmio fará dessa partida também um teste, fato que eu concordo. O jogo válido pela Copa do Brasil, além de decisivo, nos deixa vivo na única competição em que podemos ser campeões – sim, acho que o BR já era. Sendo assim, além de testar e manter algumas peças no time – como Thyere na zaga para dar entrosamento ao setor -, Roger também deve poupar quem pode estourar ou está sentindo o desgaste pela intensa maratona de jogos.

Estamos tendo um nível muito bom de atuações e a torcida confia no time. Entretanto, chegamos no momento que já era esperado: de optar em qual competição vamos com força máxima – até porque não temos grupo para buscar os dois canecos. Que Roger tenha sabedoria e saiba o que é melhor para o Grêmio. Porém, algo me diz que ele já fez sua escolha.

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

Na trinca

Livramos seis pontos para o quinto colocado. Este é o grande mérito da vitória de ontem, triunfo que veio de maneira sólida mesmo com vários desfalques. Ao lado de Atlético-MG e Corinthians, nos desgarramos das demais equipes e lutaremos pelo título nacional.

Claro que não vai ser fácil tirar a vantagem corintiana, mas o Grêmio de Roger Machado nos enche de esperança. E um detalhe é fundamental para a campanha gremista até agora: a coerência. Roger mantém sempre a estrutura de time, o que facilita quando jogamos com muitos reservas, como foi o caso de ontem. Quando todos treinam e sabem o que fazer ao ser escalados, os desfalques não prejudicam tanto a ideia de futebol do técnico.

Ideia essa que fez do Grêmio um time seguro. Nós confiamos na equipe – fato raro desde o longínquo título de 2001 – e é muito difícil nos vencer. Dentro de casa, ainda não perdemos. E o melhor de tudo: nossa identidade é clara atuando como mandante ou visitante. Outro mérito de Roger e do grupo de jogadores.

Impensado no momento da demissão de Felipão, o Grêmio chega na reta final do segundo semestre podendo sair da fila. Evidente que no Brasileirão a tarefa é árdua e na Copa do Brasil tudo pode acontecer, mas o Grêmio está nos permitindo sonhar com todo o nosso ímpeto.

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Um turno surpreendente

Vamos acabar o primeiro turno do Brasileirão na parte de cima da tabela. Esta é a grande notícia que teremos ao final do domingo. Classificação essa que pode ser melhor em caso de triunfo frente ao Joinville. E essa surpreendente campanha se explica pelo trabalho de Roger.

Depois de um péssimo início de campeonato tendo Felipão no comando, não esperávamos nada no Brasileirão – e teve até gente dizendo que nosso objetivo era evitar um novo rebaixamento. Aos poucos, os bons resultados vieram e começamos a ficar mais confiantes.

Nesta semana, depois do 5 a 0 e da estupenda vitória no Mineirão, enchemos nossos corações de esperança. Além de postular uma vaga na Libertadores do próximo ano, até mesmo o título se tornou possível. Sem falar na disputa da Copa do Brasil.

Desde o início de seu trabalho, Roger mostra que se preparou para ser técnico. Quem acompanha o dia a dia do clube ratifica que o ex-camisa 6 tricolor tem uma visão contemporânea de futebol e alia conhecimento, experiência e tecnologia ao seu trabalho. Um treinador que de fato se diferencia dos medalhões que ainda acham que gritar com jogador é a melhor maneira de se controlar um vestiário e fazer o time jogar.

E esta simpatia de Roger com dirigentes e torcedores encontra o maior eco no grupo de jogadores. É comum a cada coletiva os atletas exaltarem o trabalho do técnico. Só esta semana, as entrevistas de Edinho, Luan e Fernandinho – que é reserva – rasgam elogios aos métodos de Roger.

Acompanhando os bastidores do clube pela Grêmio TV e a cada comemoração de gol, vemos um grupo unido, focado e em sintonia com a comissão técnica. Foram estes fatores que colocaram o Grêmio, de desacreditado e possível rebaixado, na disputa por títulos em 2015.

A conquista não é certa, mas o trabalho que vem sendo feito até aqui é elogiável.

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Uma alternativa para o ataque

Criou-se um senso comum de que o Grêmio não faz gol, este é o primeiro ponto a ser analisado. Nós fizemos gols, o problema é que criamos várias oportunidades de marcar mais e não a aproveitamos, este sim é o nosso problema.

Roger consolidou nosso ataque em cima da movimentação do quarteto final. Jogadores estes que não têm em sua característica principal a função de matador. Mesmo assim, devido ao bom esquema adotado pelo técnico, conseguimos criar boas chances em todos os jogos.

Analisando o mapa de calor do último jogo (veja abaixo), fica claro que temos dificuldade em chegar na área adversária. Mesmo levando em conta que jogamos o segundo tempo inteiro com um a menos, na etapa inicial isso pouco ocorreu. Luan, que na teoria é o nosso jogador mais avançando, volta muito para buscar o jogo e cai pelas laterais, o que nos deixa sem presença na área. Além do mais, Pedro Rocha é jogador de lado, Douglas pouco passa além da meia lua adversária e Giuliano é um condutor de bola.

Movimentação gremista na partida contra o Fluminense

Nossos laterais, quando passam para apoiar e recebem a bola, têm em nosso quarteto final uma opção que não é a melhor: a dos atacantes ocupando a entrada da área. Note em nossos jogos como ocupamos de maneira tímida o terreno perto do gol adversário.

Bobô é uma opção para mudar um pouco este quadro. Sobre o jogador, de tímida passagem no futebol brasileiro, tenho pouco a falar. Porém, não é qualquer um que consegue a façanha de ser o maior artilheiro estrangeiro da história do Besiktas.

Já com nome no BID, creio que Bobô deve ser aproveitado no Grenal, e digo mais, gostaria de ver ele iniciando o jogo, e muito pelo fator surpresa que isso causaria. Com o andamento do campeonato e todo mundo entendendo como jogamos, seria uma boa ‘quebrar’ um pouco nossa estrutura de jogo.

Luan, nosso falso 9, sai muito da área, atuando pelos lados

Além do mais, penso que nossa dificuldade em marcar mais gols e ter uma presença massiva na área adversária pode ser solucionada com a entrada de Bobô. Particularmente, gostaria que Roger adotasse o 4-2-3-1 sem Douglas como um dos três meias, deixando o time mais rápido e dinâmico.

Fato é que ganhamos um reforço, ao que tudo indica, de qualidade no setor ofensivo. Um leque de opções de nomes e esquema será fundamental não só para o clássico, mas para Brasileirão e Copa do Brasil.

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O que temos para o Brasileirão

Eu sei que é foda perder, mas futebol não permite muito mimimi e precisamos pensar logo no que melhorar no time. Domingo às 11 da matina começa o Brasileirão e a incerteza ronda nosso pensamento.

Analisando friamente, temos elenco mediano e que para brigar pelo topo da tabela precisa se reforçar com qualidade. Como fazer isso com o cofre raspado é o grande problema da direção gremista.

Deixo aqui uma breve análise sobre o grupo que temos para o início da competição mais importante do Brasil.

Goleiros
Com Grohe e Grassi estamos bem. Tiago ainda precisa corrigir alguns defeitos.

Zagueiros
Com uma ótima dupla, Erazo é bom reserva. Porém, devido a convocações e suspensões que são comuns, precisamos alçar um jovem para compor o banco. Aposto em Rafael Thyere.

Laterais
Na esquerda, temos duas boas opções. Já na direita, no máximo um reserva. Precisamos contratar alguém que chegue e vista a camisa 2 sem contestação.

Meios-campistas
Apensar do desfalque importante de Ramiro, temos bons jogadores. Porém, precisamos de umas duas peças com velocidade, boa finalização e presença de área. Ainda mais se Cebolla não ficar.

Atacantes
Nosso grande problema. Nos falta o homem gol. Aqui está o grande desafio da direção, achar o 9 num mercado escasso. Braian serve para situações específicas de jogo. Mamute e Everton são boas opções.

Se vierem reforços pontuais e com qualidade, além de brigarmos no Brasileirão, temos boas chances na Copa do Brasil ou Sul-americana.

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