Vereadores não terão aumento na próxima legislatura. Milagre?

A política nacional está tão desacreditada, que a notícia de que os vereadores de Porto Alegre não aumentaram seus salários, assim como os dos secretários, do vice-prefeito e do prefeito da cidade para a próxima legislatura, soou como um milagre para algumas pessoas.

Os parlamentares recebem atualmente R$ 10.335,72 por mês, mesmo valor que recebem o vice-prefeito e os secretários municipais. O salário do prefeito é de R$ 15.503,58 e o do presidente da Câmara é de R$ 12.919,65.

Foto: Mariana Fontoura

Ou seja, com esse soldo é possível viver com certa tranquilidade na capital gaúcha.

Porém, não esqueçamos que estamos em ano eleitoral, e que tal decisão talvez tenha vínculo com a eleição de outubro, a qual vários membros da Câmara e inclusive o prefeito, tentam se reeleger.

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Nada como um ano eleitoral

O ano eleitoral muda o cenário da sociedade brasileira.

Políticos que vão concorrer começam a agir de maneira muito estranha, por assim dizer.

Quem está no poder quer mostrar trabalho – vale até inaugurar uma quadra de ciclovia para mostrar serviço (?).

Tem gente que vai ver o jogo de arquibancada para ‘torcer’ com o seu eleitorado – sendo que o tal político só frequenta as sociais.

A oposição só sabe criticar.

Com o crescimento das redes sociais, perfis de candidatos começam a sair em busca de seguidores e amigos para terem a simpatia dos mesmos na web.

Pobre eleitor.

Estamos a recém em maio, o pior ainda nem começou.

A lei oportunista

Políticos deixam em larga escala seus cargos e mandatos para concorrer nas eleições de outubro. Quem antes atacava quem deixava o posto, hoje vira alvo. É aqui no Sul, em São Paulo, em todo o Brasil. A roda gigante não para.

Porém, se existe um vilão nessa história toda, é a lei. Ela que permite que os mandatos fiquem pela metade.

Portanto, antes de dizer que o político A não honrou com a palavra, e que o B e  C fizeram a mesma coisa, saiba que a lei deixa que isso aconteça.

Eles só estão utilizando-a de maneira oportunista, é claro.