Pelo direito de reclamar

A história se repete: cotovelo de um jogador deles lesiona um atleta nosso. Como no ano passado, a agressão passa ilesa e nem falta é marcada. Coincidência? A reação da torcida é óbvia: revolta por mais essa lesão que tira nosso melhor zagueiro da estreia na Libertadores.

Não nos resta outra atitude a não ser reclamar da FGF e por consequência dos apitadores do Ruralito. E olhem só outra coincidência: Leandro Vuaden era o árbitro no Grenal em que Mário Fernandes também se lesionou, em 2012.

Nas redes sociais e em programas esportivos, essa reclamação da torcida gremista é tratada de forma irônica e até mesmo provocativa, como se o torcedor não tivesse o direito de defender seu clube e apontar possíveis dados que comprovem uma atitude sistemática e prejudicial contra a instituição.

Mais do que isso, alguns profissionais – do alto de sua humildade e sabedoria – tratam seu público com desrespeito e não aceitam uma opinião contrária, afinal de contas, pobres ouvintes/leitores/seguidores que nada sabem.

Os gremistas – como qualquer torcedor – têm o direito de defender seu clube e querer pautar o debate na mídia é mais um fator a ser explorado em um momento em que as redes sociais agendam a pauta jornalística.

Nós podemos sim acreditar que essas coincidências servem ao outro clube da cidade. Quem me prova o contrário?

Anúncios

Só a RBS é contra a Primeira Liga

Estamos vivendo dias de revolução. A história está passando diante de nossos olhos e todos tomam lado. Depois do veto da CBF contra a realização da Primeira Liga, os lados ficaram ainda mais claros: CBF/Federações x Clubes/Torcedores.

Com os interesses políticos e financeiros da CBF/Federações em risco com a criação da Liga e a manutenção da competição mesmo após o veto, seus defensores e interessados na continuidade dessas instituições nefastas ao futebol brasileiro saem aos microfones destilando ódio contra a Primeira Liga.

Aqui na província, o destaque vai para a maior (?) empresa de comunicação do Estado, que apresenta um discurso inexplicavelmente fora da curva e berra contra a Liga.

Acompanhando noticiários e opiniões de inúmeros profissionais de todo o Brasil, é consenso que o reinado da CBF/Federações precisa chegar ao fim e que a Primeira Liga é o primeiro passo para a revolução que nosso futebol necessita.

Além disso, as redes sociais demonstram e servem de ótimo termômetro sobre o sentimento do torcedor que abraçou a Liga e também quer que esse movimento político saia vitorioso desta peleia: #JuntosPelaPrimeiraLiga.

O discurso da RBS, que parece estar alinhado com os objetivos e preocupações do mandatário do futebol gaúcho, também repercute nas redes sociais, onde torcedores de Grêmio e Inter ponderam o posicionamento contrário à Primeira Liga adotado pelo grupo.

O que a RBS defende? Por que o grupo é contra um movimento que visa enfraquecer uma instituição corrupta e que lesa o futebol e por consequência os clubes brasileiros desde sempre?

Neste momento de revolução, me lembrei do Brizola e sua entonação para a seguinte palavra: interésses.

Boa sorte, Primeira Liga! Conte conosco!

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

O jogo do ano é na quarta

Vencer um clássico é sempre bom, mesmo com arquibancadas vazias – num clássico que entrou para a história por ser o primeiro a ser disputado fora do Brasil – e com times reservas em campo. No fim das contas, algumas atuações se sobressaltaram, como a de Bruno Collaço, por exemplo. Outro que voltou bem foi William Magrão. Além dos três pontos, que praticamente garantem a classificação para a próxima fase do Gauchão, a vitória no clássico dá um ânimo a mais para a partida do ano, na quarta-feita contra o Liverpool, pela pré-Libertadores.

***

A ideia de jogar o clássico fora de Porto Alegre é boa. Porém, a Federação Gaúcha de Futebol poderia ter remanejado a partida. Com o Grêmio na disputa da pré-Libertadores, e o grupo principal do Inter voltando de férias, era óbvio que o jogo seria disputado por equipes reservas. Foi triste ver as arquibancadas vazias. O clássico Gre-Nal tem uma história e ela deve ser respeitada. Creio que a melhor opção seria que a partida fosse disputada do segundo turno. Vamos ver o que acontecerá no ano que vem. Todos devem tirar lição do fracasso de público do clássico.

***

Agora todas as atenções se voltam para a quarta-feira. O Grêmio joga o ano contra o time uruguaio. Chegar a fase de grupos é obrigação. Para facilitar a tarefa, temos que lotar o Olímpico para apoiar a equipe.

Por falar em lotar estádio, o Tricolor lançou o Sócio Torcedor Ouro. Não perca a chance de virar sócio gremista o quanto antes, ou daqui a pouco irá chorar porque não consegue ingresso para os jogos.

*para canelada