Só Grêmio e Corinthians disputam o Brasileirão?

Justas são as críticas que alertam que o Grêmio poderia estar mais perto do Corinthians, ou até mesmo a frente, se não houvesse escalado somente reservas – ou em algumas oportunidades nem isso – em algumas partidas do Brasileirão. Particularmente, acredito que um time misto seria mais prudente. Porém, não podemos voltar no tempo.

Com alguns tropeços da equipe paulista, o Grêmio (e não só ele) perdeu a chance de estar mais perto do líder. Este fato parece ter incomodado não somente a torcida gremista, mas boa parte da imprensa, em especial a do centro do país.

A decisão de Renato Portaluppi, embora de acordo com a direção do clube, de ter poupado titulares inúmeras vezes é alvo de crítica ferrenha e até raivosa por parte de alguns jornalistas. Neste ponto, acredito que a figura de Portaluppi também desperte este desejo de uma crítica voraz contra ele. Além de machucar nossos rivais de cidade, o Homem Gol deixou outras vítimas pelo Brasil afora.

Soma-se a isso o fato de que é muito mais cômodo criticar um clube sulista do que um do centro do país. Na mesma medida em que o Grêmio perdeu (pelo menos até este momento) chances de chegar mais perto do Corinthians, Santos, Palmeiras e Flamengo também pecaram. Destaco os elencos e o poder aquisitivo de Palmeiras e Flamengo, que deveriam ser tanto ou mais criticados que o Grêmio. E o Atlético-MG, apontado como um dos melhores elencos do país?

A campanha do Grêmio até aqui é de campeão, basta comparar com outros vencedores da era dos pontos corridos. O Corinthians é a grande exceção até o momento. A cobrança de que só o Grêmio pode deixar o Brasileirão mais competitivo ao se aproximar do líder, galgada nas boas atuações do time de Portaluppi, podem ser justas, porém, existem mais clubes que podem desbancar o time paulista e trazer mais competitividade ao Brasileirão. Que eles também mereçam críticas.

A ‘culpa’ não é só do Grêmio.

Anúncios

O Grêmio é o Grêmio

Diz o traíra que “O Flamengo é o Flamengo”. Sendo assim, por mais que o time carioca viva um momento de turbulência devido a eliminação na Copa do Brasil frente ao Fortaleza e ao problema de saúde de Muricy, o jogo de domingo não está ganho.

Como um time de camisa pesada, o rubro-negro virá querendo se redimir com a torcida. Na prática, acredito que vá armar uma senhora retranca e jogar por uma bola, embora a tradição do clube pregue um futebol vistoso. Com isso, precisaremos de criatividade do meio para frente. E a grande novidade do último domingo foi o posicionamento de Bolaños.

A tendência de repetição do time nos dá uma certa garantia na solidez da nossa atuação. Em contrapartida, teremos que sair mais para o jogo e ser mais assertivos nas finalizações – esse sim o grande pecado da nossa estreia em São Paulo. Sem o camisa 10 clássico, Bolaños ficou mais comprometido com a armação da equipe, embora ela seja compartilhada com Luan e Giuliano que neste esquema se movimentam mais, fazendo com que Bobô fique mais presente entre os zagueiros adversários.

Se o novo esquema carece de mais atuações para uma consolidação completa, ela ficará comprometida com a ida de Bolaños à seleção equatoriana que disputará a Copa América Centenária, e claro ao calendário estapafúrdio forjado pela CBF. A lamentar este fato, domingo temos que aproveitar este momento de instabilidade do Flamengo e garantir os três pontos, até para podermos ir para Minas – enfrentar um Atlético-MG também pressionado – motivados e pensando em mais um triunfo.

A importância das primeiras cinco rodadas verbalizada por direção e jogadores, também passa pela conquista dos pontos em casa. Se “o Flamengo é o Flamengo”, na Arena “o Grêmio tem que ser Grêmio”.

Todo mundo lá! Ah, tem promoção.

*Originalmente publicado em Grêmio Libertador

A ética de Patrícia Amorim

A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, quis dar uma lição de moral no presidente do Fluminense, Peter Siemsen, por ele estar tendo uma postura pouco ética, digamos assim, no caso da possível ida do Thiago Neves para o tricolor.

Esquece ela que o Flamengo agiu de uma forma muito pior na contratação de R10 pelo clube carioca, quando o Grêmio também estava na disputa.

A ética, na visão de Patrícia e de outros tantos cartolas e políticos, parece só servir quando se está sendo prejudicado.