Noite para fiéis

A vitória do time reserva no último domingo ajudou no ânimo do torcedor gremista, que ficou muito abatido depois da derrota na Argentina. Entretanto, hoje precisamos nos mobilizar para reverter o placar adverso. .

Desejo estar enganado, mas o jogo de hoje será muito complicado. A partida de ida nos provou que o San Lorenzo não é tudo isso, mas por outro lado não conseguimos nem um empate, que certamente facilitaria a nossa vida.

Outro fator que influenciará no desempenho do time é o comportamento da torcida. Esse anos sem títulos fazem com que o clima do estádio em momentos decisivos fique tenso. Quem acompanhou jogos importantes no Olímpico e no ano passado na Arena certamente notou uma certa impaciência de alguns torcedores. Hoje não podemos fazer isso.

Independente de nossas preferências sobre jogadores ou formação tática, precisamos empurrar o time do início ao fim. A equipe argentina jogará por uma bola. Achar um gol de contra-ataque ou em uma bola parada fará com que nossa missão seja ainda mais difícil. Além disso, vão catimbar até o cara e coroa. Vaia neles o tempo todo!

A classificação passará pelo nosso grito. Evidente que se o time corresponder logo de início tocará ainda mais fogo na torcida, mas em diversos jogos de nossa história a jogada do gol da vitória começou com nosso alento.

Se o Papa está ao lado do time deles, o nosso contará com quase 50 mil vozes. O jogo de hoje começa a ser ganho com o nosso apoio. É dia de provar  a nossa fé.

 

Publicado originalmente em gremiolibertador.com

 

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Pelo sonho

O Grêmio conseguiu – através do fiasco na final do Ruralito e da péssima estreia no Brasileirão – colocar em dúvida todo o trabalho feito na Libertadores. Afinal de contas, as más atuações trouxeram, além de questionamentos ao técnico, jogadores e direção, um pessimismo a nós torcedores. Claro que nosso descrédito soma vários anos sem títulos, mas como ficar confiante numa semana decisiva depois de ver o time caindo de rendimento?

Os clássicos deixaram ainda mais claros nossos erros, os quais os torcedores já vinham apontando há tempos, entretanto, mostrou um novo: o treinador. Enderson tem um excelente trabalho na Libertadores, porém, na hora decisiva do Ruralito falhou. Ontem, conseguiu errar novamente.

Um time não pode voltar para a segunda etapa perdendo de 1 a 0 com três volantes. Por mais que Riveros e Ramiro cheguem na frente, em um determinado momento precisamos de jogadores mais agudos em seus lugares, e Enderson não o fez. As outras substituições me pareceram muito mais desespero do que qualquer outra coisa. Nosso treinador parece estar perdido.

Acredito que Enderson e jogadores foram cobrados fortemente pelo fiasco no Ruralito, mas parece que ambos, assim como a direção, não aprenderam com os erros. E a Copa passa a correr muito risco se não corrigirmos estes erros para o jogo de quarta-feira. Onde foi parar o bom futebol que jogamos na Copa? Ou melhor, por que só jogamos bem na Libertadores?

O jogo de quarta-feira tem que ser o da resposta. Precisamos reagir e não existe outra data. Vamos sem Rhodolfo e Wendell. Luan e Marcelo Grohe são dúvidas. É hora da superação. O momento é de reverter o quadro de incerteza e trazer de novo a confiança ao torcedor. Resgatem o Grêmio guerreiro e de bom futebol que já vimos na Copa.

Que todos dentro do Grêmio tenham em mente a importância do jogo da próxima quarta-feira. Ou o Grêmio reage agora, ou o sonho do Tri da América será adiado mais uma vez.

*originalmente publicado em gremiolibertador.com.

Não muda nada

E amanhã tem a final do Ruralito. Difícil pensar em campeonato estadual quando estamos bem na Libertadores e o mata a mata já se avizinha. Porém, vamos esquecer a Copa nem que seja por duas horas para nos voltarmos ao clássico.

Depois de toda essa celeuma que envolveu o local da partida, circo que já era previsto por nós, diga-se de passagem, grande parte da torcida se manifestou querendo que o Grêmio largasse de mão o campeonato e entrasse com time reserva, sub-20, sub-17, etc. Eu fui um deles.

Não sou contra os estaduais, penso que eles precisam de uma reformulação profunda, e devem ter (no máximo) 10 datas e não passar de um campeonato preparatório para a temporada. Entretanto, o velho e falido pensamento de que o grandes salvam os estaduais quando jogam com os ‘pequenos’ já não é mais sustentável. O estaduais estão mortos. E dentre eles está o Gauchão, que teve em 2014 um dos campeonatos mais tristes em termos de organização e episódios surreais protagonizados pela FGF, Poder Público, torcedores e algumas agremiações.

Tudo isso reforça ainda mais a opinião de muitos de que o Ruralito só atrapalha. Mas e agora que estamos na final, como não lutar pelo título? Essa é a grande questão. E outra, vamos entregar de mão beijada o título para o nosso rival? Por mais que o lado racional nos faça não dar a mínima bola para esse campeonato, por outro essa raiva com tudo que foi feito esta semana nos motiva na tentativa de reverter o resultado do primeiro jogo e buscar o título. Acredito que esse seja o pensamento da direção, jogadores e torcida.

Este lado racional também precisa operar para que, independente do resultado de amanhã, nada mude o trabalho que estamos fazendo até agora. Caso o título não venha, é natural que com a decepção (?) sejam levantadas algumas questões sobre o time. Porém, se o que importa é a Copa, e nela estamos bem, um fracasso amanhã não pode colocar tudo isso em dúvida.

Se o caneco vier, também não será motivo para parecer que tudo está lindo. Evidente que é mais um fator que motiva, mas não podemos achar que tudo está maravilho prestes a entrar em um mata a mata muito complicado. Precisamos de racionalidade. Nosso time tem mais pontos positivos que negativos, mas se queremos ganhar a Copa, precisamos melhorar.

O clássico de amanhã não pode interferir tanto para bem quanto para mal na nossa caminhada na Copa. O resultado de amanhã não muda nada na nossa vida.

E ah, INTER CAGÃO!!!

*originalmente publicado em gremiolibertador

Morte? Eu sou Imortal!

A derrota no clássico foi um banho de água fria. A desconfiança que nos acompanha nesses anos sem títulos deu sua cara. A grande expectativa era se o grupo iria sentir dentro do campo o que a torcida sentiu fora dele.

Penso que o jogador – assim como qualquer outro profissional – até pode ficar abalado no dia posterior à suas falhas e certamente reflete sobre como não errar novamente, mas logo em seguida já olha para frente. E foi o que vimos.

Assim como fizemos no Uruguai e na Argentina, começamos o jogo com boa posse de bola e no campo adversário, entretanto, não concluímos. Passados 10 minutos, o time colombiano começou a gostar do jogo e foi o dono das ações.

Insistindo em cruzamentos e finalizações de fora da área, os colombianos levaram algum perigo à meta Tricolor. No nosso lado, alguns defeitos que vimos no clássico se repetiram. Entre eles, destaco a saída de jogo. Tudo bem que a marcação do time adversário era boa, mas no primeiro tempo tivemos muita dificuldade em sair tocando a bola. Quando fizemos isso, tivemos uma ótima chance com Dudu e um bom chute de Riveros. O primeiro tempo acabou e o sentimento da torcida era que podíamos ganhar o jogo. E pelo jeito o do time também.

Veio a segunda etapa e começamos novamente no campo adversário, a diferença foi que conseguimos marcar o gol. Além disso, o time foi mais aguerrido e soube se postar, já que a pressão colombiana seria inevitável. E ela proporcionou, mais uma vez, uma ótima de atuação de Grohe. De forma letal, aproveitando uma falha da zaga – méritos ao Luan que brigou – Barcos, enfim, marcou seu primeiro gol na Libertadores. E o jogo acabou.

Mesmo estando no grupo da morte, temos uma das melhores campanhas da Copa. Agora é vencer o Nacional dia 10, se classificar entre os melhores e entrar no mata-mata com tudo.

Queremos a Copa. E podemos conquistá-la.

*publicado originalmente em gremiolibertador.com

Seis de seis

Cá entre nós, eu não esperava um começo tão bom do Grêmio na Copa. Não só pela questão do grupo da morte, mas por ter que iniciar a competição com uma nova filosofia de trabalho, novos contratados e algumas apostas. E o Tricolor fez duas belas partidas, é líder do grupo e nada mais importa.

Do jogo do Uruguai, trouxemos a entrega. Evidente que o time colombiano – bem mais qualificado que o time uruguaio – daria mais trabalho, todavia, corremos pouco perigo. Ou, quando corremos, estava tudo sob controle, digamos assim. Porém, ontem fomos letais. Marcamos três vezes e poderíamos ter marcado mais – coisa que não acontecia em um passado recente.

Quanto a questão defensiva, vale salientar a fragilidade do nosso lado esquerdo, coisa que certamente Enderson irá trabalhar para o próximo confronto. A equipe colombiana, sabedora da qualidade de Wendell no apoio, praticamente só jogou nas costas do lateral, que pouco apoiou – em uma das poucas vezes que esteve no ataque fizemos o segundo gol.

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Do meio para frente o Grêmio vai bem. A falácia dos três volantes não se sustenta mais. No Uruguai, Ramiro cruzou e Riveros marcou. No primeiro gol de ontem, Riveros estava como centroavante, e quem deu a bola para que Luan marcasse foi Ramiro. Este que fez o segundo gol da vitória. Volante mesmo, só Edinho. E olhe lá, volta e meia ele aparece na frente. É nesta postura da equipe que vemos a mão do técnico.

Zé Roberto mais uma vez teve boa atuação. Barcos cumpriu bem seu papel e por caprichar demais acabou perdendo um gol ‘fácil’. Está perdoado, Pirata! Já Luan, é o toque que faltava ano passado. É o jogador do drible, da vitória pessoal, do toque diferente. É o fator surpresa. Claro que a partir de agora nossos adversários vão marcá-lo cada vez mais de perto e forte, mas pelo que estamos vendo ele tem tudo para continuar a evoluir e dar uma bela resposta no ataque Tricolor.

Ainda do meio para frente, contar com Dudu, Ruiz (que golaço!!!) e Maxi como opções é fundamental para que Enderson possa mudar de esquema, postura e característica do time quando precisar. A vitória nos dá confiança, enche o torcedor de otimismo, mas nada está decidido. Temos que vencer o nosso próximo jogo para que, aí sim, a classificação fique bem encaminhada.

Duas vitórias no grupo da morte. Duas boas atuações. Quatro gols marcados. Nenhum sofrido. Há algo de novo no ar, só não me pergunte o quê.

 

*publicado originalmente em gremiolibertador.com.