Dez de quinze

Após a eliminação na Libertadores, o Grêmio deixou bem clara a importância das cinco primeiras rodadas do Brasileirão. Nas entrelinhas, elas serviriam para uma análise do trabalho de Roger.

Após os cinco jogos, estamos na segunda posição, com 10 pontos. Um resultado muito bom para quem começou a competição com várias dúvidas sobre o potencial da equipe. Além do mais, enfrentamos – com exceção do Coritiba – times fortes, o que solidifica nossa campanha. Sendo mais objetivo: somos candidatos ao título.

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Foto: Flickr Grêmio Oficial

Claro que o campeonato está no começo, mas tamanho equilíbrio e a falta de um time amplamente superior e favorito, faz com que o Grêmio seja um dos postulantes ao caneco. O que, analisando o campeonato do ano passado, a manutenção do elenco e o aprimoramento do trabalho de Roger, é justificável.

Essas cinco rodadas também trouxeram, ou renovaram, algumas certezas. A principal é que Luan deve jogar de 9. É ali que ele rende mais, além de o time parecer se adaptar melhor a uma equipe sem uma referência entre os zagueiros. Éverton precisa de mais chances, Edilson arrumou a lateral direita e o sistema defensivo precisa melhorar na bola área.

Depois do termômetro destas cinco rodadas, fica nítido que temos condições de brigar no topo da tabela se mantivermos este nível de atuação. Que ele seja mantido nas próximas cinco partidas.

*Originalmente publicado em Grêmio Libertador

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O Grêmio é o Grêmio

Diz o traíra que “O Flamengo é o Flamengo”. Sendo assim, por mais que o time carioca viva um momento de turbulência devido a eliminação na Copa do Brasil frente ao Fortaleza e ao problema de saúde de Muricy, o jogo de domingo não está ganho.

Como um time de camisa pesada, o rubro-negro virá querendo se redimir com a torcida. Na prática, acredito que vá armar uma senhora retranca e jogar por uma bola, embora a tradição do clube pregue um futebol vistoso. Com isso, precisaremos de criatividade do meio para frente. E a grande novidade do último domingo foi o posicionamento de Bolaños.

A tendência de repetição do time nos dá uma certa garantia na solidez da nossa atuação. Em contrapartida, teremos que sair mais para o jogo e ser mais assertivos nas finalizações – esse sim o grande pecado da nossa estreia em São Paulo. Sem o camisa 10 clássico, Bolaños ficou mais comprometido com a armação da equipe, embora ela seja compartilhada com Luan e Giuliano que neste esquema se movimentam mais, fazendo com que Bobô fique mais presente entre os zagueiros adversários.

Se o novo esquema carece de mais atuações para uma consolidação completa, ela ficará comprometida com a ida de Bolaños à seleção equatoriana que disputará a Copa América Centenária, e claro ao calendário estapafúrdio forjado pela CBF. A lamentar este fato, domingo temos que aproveitar este momento de instabilidade do Flamengo e garantir os três pontos, até para podermos ir para Minas – enfrentar um Atlético-MG também pressionado – motivados e pensando em mais um triunfo.

A importância das primeiras cinco rodadas verbalizada por direção e jogadores, também passa pela conquista dos pontos em casa. Se “o Flamengo é o Flamengo”, na Arena “o Grêmio tem que ser Grêmio”.

Todo mundo lá! Ah, tem promoção.

*Originalmente publicado em Grêmio Libertador

Todos querem Luan

Com o término do Brasileirão se avizinhando, começam a circular notícias (?) sobre possíveis negócios envolvendo o Grêmio e seus atletas. Há anos, tenho por hábito não ler nada relativo ao tema. Só abordo um negócio feito pelo Tricolor depois que o mesmo o oficializa através de seus canais de comunicação. Não gosto de sonhar ou lamentar contratações e vendas me baseando por chutes da imprensa municiada por empresários que querem por seus jogadores na mídia. Ouço o clube e pronto.

Por mais que não consuma tais informações, é impossível não ler uma manchete aqui e outra ali enquanto estou nas redes sociais. Sendo assim, ao longo dessa semana li vários títulos que envolviam um jogador: Luan. Se pudesse chutar, creio que de a cada 10 notícias (?), oito falavam do nosso atacante. Além disso, a maioria delas tratava do interesse de clubes brasileiros pelo nosso camisa 7.

Me parece notório que Luan foi um dos destaques do Brasileirão e por isso é alvo de tantos clubes. Ainda vivemos num país onde o reconhecimento do eixo Rio-São Paulo é importante para alavancar a carreira de um atleta, e Luan – ao longo de toda a temporada – é apontado como o grande jogador do Grêmio.

Quem me acompanha por aqui sabe o quanto gosto de Luan. Acredito que ele é o único entre os titulares que pode fazer algo diferente dentro de uma partida e nos levar à vitória. Por outro lado, por ter tal qualidade, ele leva em seu calcanhar um certo ranço de parte da torcida que não tem paciência alguma com jovens promessas. Quantas vezes corremos jogadores para que num futuro próximo eles levantassem taças em outros clubes?

Desejo que essa história não se repita e Luan permaneça no Grêmio em 2016. Porém, se o negócio for inevitável, que seja por um bom valor e para um time de fora do Brasil. Negociar Luan com adversários nacionais seria um erro imperdoável.

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

Vale o sacrifício?

Depois da patética derrota frente a Chapecoense, inúmeras questões sobre o Grêmio foram levantadas. Uma delas é a queda do rendimento de Luan, fato que tem um fator importante a ser analisado: o jogador está atuando com dores crônicas na sola do pé direito.

Claro que se o Departamento Médico gremista abaliza a participação do jogador nas partidas, a culpa não é de Roger. Afinal de contas, não escalar Luan seria uma aberração. Além das dores, também precisamos analisar a mudança tática do time com a entrada de Bobô, e o jogador mais afetado com ela foi Luan.

Mesmo fazendo um bom jogo contra o Santos, onde revezou com o camisa 13 na função de 9, Luan não repetiu tais movimentos durante a partida contra a Chapecoense, e muito pela boa marcação do time catarinense. Mas fica questão: é a mudança tática ou as dores que fizeram o rendimento de Luan cair?

Particularmente, acredito que o time fez dois segundos tempos terríveis nas últimas partidas e a crítica mais forte é em Luan por ele ser o grande destaque de nossa equipe. Porém, até que ponto sua lesão vem atrapalhando seu rendimento?

Acredito que usar ela como muleta para explicar as más atuações é erro. Se o jogador está com dor e isso o prejudica de maneira clara, não é melhor que ele não jogue e faça o tratamento adequado? Até porque, em breve poderemos estar na Libertadores e seria fundamental que ele começasse o ano em boa forma.

Luan faz falta fora do time, mas o manter na equipe com dor e abaixo do seu nível é o mais correto?

Originalmente publicado em gremiolibertador.com

Deixem o Luan jogar

Dia 27 de março Luan completa 22 anos. Qualquer pessoa nessa época da vida está em formação profissional, esquecerei neste texto a questão pessoal do jogador. Alçado a equipe principal em 2014 depois de um bom Gauchão, o jogador ainda é tema de intenso debate entre os gremistas.

Num esporte tão passional quanto o futebol, o torcedor quer tudo para ontem. Os longos anos sem títulos nos deixaram ainda mais impacientes, e quando o assunto é categoria de base, parece que a palavra paciência não existe.

Inúmeros atletas vindos de fora passaram aqui e mesmo ser ter qualidade alguma tiveram tempo e até calma por parte da torcida para mostrar seu pouco futebol. Outros que foram forjados pelo clube tiveram que sair porque além da forte cobrança que a seca de títulos traz, o torcedor não teve a calma que precisa no momento em que um jovem chega ao elenco profissional. E nem mesmo os dirigentes souberam administrar isso e acreditar nestes jogadores. Como resultado, fomos ao mercado contratar jogadores medianos a um alto custo, o que ajudou a minar as finanças da instituição.

Ano passado Luan provou que tem qualidade. Evidente que ainda tem muito a evoluir e precisa corrigir alguns problemas que apresenta durante os 90 minutos. Mas pergunto: qual jogador é afirmação com essa idade, tirando exceções como Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo? Só um extraclasse é unanimidade tão jovem, e todos sabemos que Luan não é craque. Tem sim potencial para ser um ótimo jogador se corrigir alguns defeitos que possui.

Luan tem apenas um ano como profissional e jogou, em 2014, 50 partidas pelo Grêmio. Virou titular e teve a responsabilidade – e foi muito bem – de disputar uma Libertadores com o peso da cobrança da imprensa e do torcedor. Tem muito a evoluir e seguirá oscilando durante as partidas, mas não podemos ser tão críticos com quem tem talento.

Se 2015 será marcado pela base sendo protagonista, achar que Luan é o ‘novo Bruno’ é olhar o copo meio vazio. Está na hora de olharmos mais as qualidades que os defeitos de nossos jovens atletas, ou num futuro próximo vamos aplaudir pernas de pau contratados a peso de ouro.

Originalmente publicado em gremiolibertador

Para passar da Copa

A goleada no clássico e a queda na Copa deixaram suas lições. Confesso que fiquei surpreso pela manutenção de Enderson e do departamento de futebol. Não que isso fosse resolver os problemas que temos, mas sabemos que quando as derrotas acontecem é natural a substituição de nomes.

Vínhamos bem até perder o primeiro jogo da final do Ruralito, depois dali a coisa degringolou. Então veio a goleada e aí tudo o que estava certo simplesmente deixou de existir. Nos perdemos.

E evidente que a maior parte da culpa vai para o comandante, assim como também para os jogadores mais experientes que comandam o time dentro do campo e no vestiário.

A queda na Copa ‘proporcionou’ uma semana inteira de treinamentos. Uma semana no futebol é muita coisa. E pelo jeito, vai sobrar para o Luan. Seria mais fácil colocar um guri do que um cascudo no banco?

É fato que ele não jogou bem as últimas partidas, mas quem o fez? E outra, se Enderson vai adotar esse critério, de que não jogou bem sai, existem outras peças no time que deveriam ser sacadas antes de nossa jovem promessa. Peças estas que são muito mais nefastas ao time do que Luan.

Este trabalho de uma semana – independente de nomes e esquemas – deve aparecer em campo neste final de semana. Precisamos recuperar o futebol que nos fez líder do grupo da morte da Copa.

Se o Grêmio não voltar a jogar bem e o resultados não começarem a aparecer, creio que Enderson não poderá usar a pausa da Copa do Mundo para arrumar as coisas, será tarde demais.

Publicado originalmente em gremiolibertador.com