A distância revela

O distanciamento – geográfico ou não – funciona como um ótimo fator de reflexão. Se qual for a distância – de algum lugar ou alguém -, ela nos ajuda a pensar mais friamente sobre o que vivemos quando estamos perto de tal situação. Mas quero falar especificamente do distanciamento de pessoas.

Em determinadas situações, é com a distância que percebemos se uma pessoa é de fato importante em nossa vida. Através dela, sentimos a falta que esse alguém nos faz e lamentamos diariamente que o fator geográfico nos tire a simples chance de um abraço.

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Por outro lado, a distância também reflete que em determinadas ocasiões, valorizamos pessoas que, num primeiro momento, achamos ser fundamentais em nossa vida. Aí vem a distância e nos desmente.

Creio que ficar longe de uma pessoa serve, entre outras coisas, para saber se este alguém precisa estar em nossa vida. Se sim, haja internet para encurtar tal distância.

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E as dúvidas do dia seguinte?

Num passado recente (e usarei a minha geração como exemplo), quando um casal era formado em festas, ou em outra situação qualquer, o que fazíamos para manter contato? Trocávamos telefones residenciais – e ainda dizíamos em que horário poderiam ocorrer as ligações.

Atualmente, logo depois do primeiro beijo que uniu o casal, já são trocadas, além do número do celular (WhatsApp), as redes sociais que cada um possui. A partir daí, o mistério em tentar descobrir mais sobre a pessoa que nos atraiu acaba caindo por terra em não mais que meia dúzia de cliques.

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Evidente que o desejo por saber mais sobre alguém que nos conquistou é um fator determinante nesta hora, todavia, no tempo em que ficávamos horas e horas no telefone residencial tentando desvendar mais sobre o nosso par, essa descoberta era mais atraente, por assim dizer. Existia mais empenho em destrinchar os gostos, preferências, medos e angústias de quem estava do outro lado da linha. Havia mais flerte.

Hoje em dia, basta uma visita no perfil da pessoa no Facebook e já – às vezes erroneamente – traçamos tudo sobre a vida do outro, seu perfil e nosso futuro (ou não!) com ela. Onde estão os mistérios? Onde está a dúvida do ‘será que eu devo ligar?’, ‘será que ela vai me ligar?’. As relações estão cada vez mais frias, como uma mensagem dizendo “Oi, te adicionei. Beijo!”, e às vezes esse será o diálogo inicial e final de uma pós ficada. É o fim do flerte inicial que pode levar a uma futura relação?

 

Os amores (?) de internet

Se antigamente eram raros, hoje são comuns. A expansão da internet aproximou pessoas dos mais variados lugares do mundo. Além da troca de informações e ideias, o amor também tem espaço no mundo virtual.

Universo que, com o avanço da tecnologia, permite que por um simples celular, duas pessoas troquem palavras através de uma chamada com vídeo.

Se no dia-a-dia pessoas se cruzam e se apaixonam, ou se interessam uma pela outra, na internet não é diferente. Seja em redes sociais, chats ou sites voltados para unir casais, amores entre pessoas que nunca se viram pessoalmente é cada vez mais comum. Por outro lado, o amor e a decepção caminham de braços dados.

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O lado da decepção, infelizmente parece ser amplamente maior do que o lado da felicidade – e isso não só para quem ama pela internet, não é mesmo?

A série Catfish, dos produtores do documentário de mesmo nome, mostra esses casais que se conheceram e se apaixonaram pela internet. Vale a pena conferir algumas histórias, que em sua maioria não tem final feliz.

A série mostra também que um dos fatores que une a maioria das pessoas que se envolvem pela internet é a carência. Ter alguém com quem conversar, trocar confidências e até mesmo fazer sexo acaba sendo inevitável para que o vínculo cresça.

Todavia, isso é amor? Existe amor pela internet?

As contradições do amor

Dizem que o amor muda as pessoas. Dizem…

Fato é que algumas depois que casam ou namoram realmente agem diferente. E não estou falando em termos de convivência com os amigos e outras tantas coisas que mudam quando se não é mais solteiro(a). Me refiro a pensamentos, ideologias, hábitos, etc.

Tem gente de esquerda que vira de direita, ateu que vira servo de Deus, bêbado que vira sóbrio e por aí vai.

Nada contra mudanças, afinal de contas a vida é um grande aprendizado, mas o que me espanta em alguns casos são as contradições.

Foto: mises.org.br
Foto: mises.org.br

Quando solteiro(a) a pessoa fala que jamais faria isso e aquilo. Se casa e começa a fazer. Geralmente, faz justamente o que condenava no tempo de solteirice.

“É o amor…”, me dizem. Deve ser mesmo, mas o princípio básico do amor não é amar a pessoa justamente como ela é? Por que essa necessidade que algumas pessoas têm em querer mudar quem está ao seu lado?

Por que essas mudanças acontecem e as pessoas caem em contradições? Será que elas estão sendo verdadeiras dentro do relacionamento ou apenas estão agindo mesmo contra a vontade apenas para não perder quem se tem?

Vai ver o amor nos faz cair em contradições….

E quando o canalha se apaixona?

Uma das principais características do homem canalha é se apaixonar por várias mulheres. O safado é capaz de, num mesmo dia, se declarar para inúmeras meninas. Porém, essa paixão é um mero artifício para o que ele de fato deseja: conquistar sua presa.

Até aqui tudo bem, uma mulher sabe quando o cara fala a mesma coisa para as outras, entretanto, um canalha bom de lábia pode iludir, por assim dizer, várias mulheres ao mesmo tempo. Até que sua máscara caia.

http://cafajesteapaixonado.blogspot.com.br/

Mas, e quando o canalha se apaixona? Me refiro aquela paixão arrebatadora, que faz com que um homem tenha atitudes de um adolescente que encontrou seu primeiro amor – porque homem quando se apaixona fica completamente idiota, alguns mais do que já são, é claro.

Como que uma mulher vai acreditar que de fato o canalha está apaixonado por ela?

De um dia para noite, um canalha não vira anjo – mesmo que tenha encontrado a mulher de sua vida.

A grande missão de uma canalha apaixonado é provar seu amor que, se não for correspondido, certamente será distribuído em grande escala nas novas conquistas do então canalha desiludido.

A noite também nos engana

Quem tem uma vida noturna frequente e uma certa idade, sabe que na boemia as coisas nem sempre são o que parecem ser.

Futilidade, falsidade e falsas impressões são só algumas coisas que rolam enquanto a maioria das pessoas está dormindo.

Claro que também existem as coisas boas. Mas cá entre nós, está cada vez mais raro achar pessoas interessantes na noite – pode ser que eu esteja ficando velho também, e quanto mais velho menos paciência para algumas coisas temos.

Com o tempo, vamos pegando a ‘malandragem’ da noite, e ao mesmo tempo vamos ficando cada vez mais desconfiados de algumas situações que ocorrem com a gente.

Exemplifico.

Na noite estamos sempre com o desconfiômetro ligado

Você (homem) está parado na copa da festa e uma mulher linda simplesmente puxa papo com você:

“Não entendo por que os homens têm que encher a cara de cerveja para chegar em uma mulher…”

O homem debate o tema e troca meia dúzia de frases com a dama.

De repente, simplesmente se despede e toma outro rumo dentro da casa noturna.

Depois de mais algumas doses de cerveja, passa outra vez pela mulher – que já não está mais sozinha e troca beijos demorados com outro homem e pensa:

“A mulher é linda e meu deu uma indireta mais direta que um soco no rosto. Perdi a chance.”

No dia seguinte, o homem que foi abordado pela mulher acorda e além de sentir a boca seca pela quantidade exorbitante de álcool que ingeriu na noite anterior, se culpa por não ter trocado mais algumas palavras com a moça.

A noite também é cruel, às vezes. Ela faz com que a gente – por experiências e desilusões passadas – tome certas atitude visando não cometer os mesmos erros do passado.

E assim vamos indo.

Afinal, como diz aquela música, ‘a noite nunca tem fim…

O homem ‘investimento de risco’

Já tinha ouvido várias definições para um cara que sempre foi solteiro e não tem o menor interesse em ter algo sério e só pensa na boemia, mas confesso que a definição ‘investimento de risco’ nunca tinha escutado.

Pelo que ouvi, o homem ‘investimento de risco’ é aquele cara que nenhuma mulher – mesmo estando apaixonada – tentará ter algo sério com ele. E tudo pelo seu passado e presente na vida boêmia.

Concordo em parte com este raciocínio posto por parte da ala feminina, mas e se o homem está esperando ‘a mulher de sua vida’ para ter um relacionamento?

Ou se ele já achou tal mulher e não conseguiu a ter em seus braços?

Ou se simplesmente ele não quer ter nada sério e quer ficar vivendo na boemia até ficar velho?

É uma questão de escolha. A sociedade espera que tanto os homens quantos as mulheres se casem, tenham filhos, etc.

Alguns escolhem viver sós – mas nunca esquecendo aquela máxima do “solteiro sim, sozinho nunca – e são extremamente felizes.

Comentários como: “Ah, coitado vive sozinho”, me parecem preconceituosos. Até porque a felicidade não está ligada a estar casado ou em um relacionamento. Mas isso é assunto para outro post.

Se você mulher acha que o cara que vive na noite ou nunca namorou é um ‘investimento de risco’, talvez você não o conheça bem. Ou tenha medo de ser ‘a’ mulher da vida dele.