Nós sabemos

Dizem que no Brasil o ano começa após o Carnaval. Nesta quarta-feira de cinzas, onde os vestígios da festa popular ainda estão presentes, tem início um novo período: a busca pelo tetracampeonato da América.

Nossa 19ª participação na Libertadores começa cercada de uma ótima expectativa, mas que precisa ser comprovada dentro das quatro linhas. Desde o segundo semestre de 2016, nós sabemos exatamente o que o Grêmio fará em campo. Raros foram os jogos em que Portaluppi mudou nosso estilo.

Essa marca do Grêmio da posse de bola e que busca sempre a vitória nos levou ao topo da América. Nossas boas atuações não se deram somente pelo bom futebol, mas também pela raça, disciplina e união de um grupo de atletas que luta por mais títulos.

Grupo este que foi reforçado e que alimenta em cada alma gremista o desejo pelo tetracampeonato. Conquista que também passa pelas arquibancadas.

Nós sabemos o que significa jogar a Libertadores. Nós sabemos que o nosso alento precisa ser intenso e incessante. Nós sabemos buscar a glória em cada minuto. Nós sabemos.

Se a ressaca, os amores e desamores do Carnaval ainda estão presentes, em algumas horas eles serão esquecidos, porque hoje é noite de Copa.

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Tempo para acertar o time

Antes do próximo confronto pela Libertadores da América, o Tricolor entra quatro vezes em campo pelo Gauchão. Renato terá tempo e oportunidades para ajustar o time. Tudo bem, o Gauchão não é parâmetro para a disputa da Libertadores, mas ele servirá para que Portaluppi corrija todos os defeitos que a equipe vem apresentando. Além disso, uma sequência de vitórias dará mais tranquilidade para o treinador, elenco e direção.

foto: uol.com.br

Escudero

Com a lesão de Carlos Alberto, Escudero deverá ser testado como segundo atacante. O argentino apresentou um bom futebol contra o Porto Alegre. Se Renato der uma sequência de jogos para ele, creio que o hermano será titular da equipe.

 

*para canelada

Última chance para Carlos Alberto

Se qualquer outro jogador estivesse sendo expulso, ao invés de Carlos Alberto, creio que Portaluppi não teria tido a reação que teve – invadindo o gramado e por consequência sendo expulso por xingar o árbitro.

Ao contrário de Escudero, contratado por imposição da direção, a vinda de Carlos Alberto – pelo menos olhando de fora – foi bancada por Renato. O fato de Portaluppi ter trabalhado com Carlos Alberto explica porque o treinador aposta tanto no jogador. O problema é que ele não vem jogando bem (e ainda consegue ser expulso por simulação no Gauchão!!!) e Renato tem parte dessa culpa, pois está escalando o jogador muito recuado.

foto: gremio.net

A partida da próxima quinta-feira será o termômetro. Sem André Lima, Carlos Alberto terá liberdade para chegar na frente, quase como um segundo atacante. Se ele não conseguir jogar ali, deve ir para o banco.

Evidente que é preciso ter mais calma, até porque bola Carlos Alberto tem, mas escalar um jogador que não está dando a resposta esperada em jogo de Libertadores não dá.

 

*para canelada

No caminho certo

O gol logo no início da partida deixou o Tricolor tranquilo. Sob forte calor, seria natural que o Grêmio passasse a administrar a partida. Porém, fez o contrário. Fazendo a melhor atuação da temporada, o Tricolor foi para cima, fez cinco ao natural e aproveitou o jogo para se preparar para a partida de quinta-feira pela Libertadores.

O primeiro tempo foi realmente muito bom. O Grêmio jogou fácil. Teve toque de bola, tabela, avanço dos laterais, enfim, tudo o que um time de futebol deve fazer para vencer. André Lima e Borges aos poucos vão se entrosando no ataque. Rochemback e Lúcio estão mandando no meio campo.

A novidade, o garoto Leandro, pegou pouco na bola. Deu dois chutes no gol adversário: um pegou na trave e outro foi para as redes. Bela estreia. Méritos para Renato, que colocou o jovem quando o jogo já estava morto, como manda o figurino.

Vitória fácil e uma ótima atuação. Vai bem o Grêmio.

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Acho acertada a estratégia tricolor de usar os reservas nos jogos do interior e os titulares quando a partida é em Porto Alegre. Futebol é continuidade. A partida de ontem lembrou o excelente Grêmio da reta final do Brasileirão 2010. Aos poucos, o Grêmio de 2011 pode superar o de 2010, qualidade para isso o plantel tem.

Renato está provando a cada dia que é um excelente treinador. Basta ver o Tricolor jogando. O time está sempre bem postado em campo e cada jogador sabe exatamente o que tem que fazer.

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Resta a dúvida sobre qual time Portaluppi levará a campo na quinta-feira. Penso que o melhor esquema é com dois volantes. Seja em qual formação for, o Tricolor tem que ir para cima e voltar com os três pontos.

Esse aspecto de ir para cima e buscar a vitória é um grande mérito de Renato. Rara foram às vezes em que ele montou um time na defesa. Ambição é necessária sempre.

 

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Um 4-3-3 disfarçado de 4-5-1

Penso que Renato deve escalar o Grêmio no “4-5-1″.

Sem Jonas, o Tricolor ficou sem um homem de movimentação no ataque. Como era esperado, os novos reforços tricolores – Carlos Alberto e Escudero – afirmaram que podem exercer sem problema nenhum a função de segundo atacante. Ou seja, se Portaluppi escalar os dois junto com um André Lima, por exemplo, o Grêmio pode jogar quase que num 4-3-3 quando estiver com a pose de bola. Sem ela, basta preencher o espaço até a intermediária de defesa e deixar a marcação mais severa para os volantes, zagueiros e laterais. Marcação não se resume a pancada, e sim a ocupação de espaços.

Se der certo, seria interessante ver Douglas, Carlos Alberto e Escudero com liberdade para movimentação na frente. Os três possuem qualidade suficiente para a realização de jogadas de ataque. Pode virar meio que esquema de pelada, mas creio que a tentativa deve ocorrer.

Agora vamos ver o que Renato fará quando todos os jogadores estiverem à disposição.

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Cada vez mais Portaluppi

Quando o então presidente Duda Kroeff confirmou Renato Portaluppi como o substituto de Silas no comando técnico gremista, uma questão atormentou os tricolores: como não misturar a imagem de ídolo do clube com a de treinador? Claro que outra ponderação, aquela do “vai dar certo?” também foi feita, já que Portaluppi, mesmo com a conquista de uma Copa do Brasil e de um vice campeonato da América, ambos pelo Fluminense, ainda era um técnico que precisava se afirmar no cenário nacional. Renato era uma incógnita.

Portaluppi assumiu como treinador do Grêmio numa situação crítica. A parada da Copa do Mundo não fez nada bem ao elenco Tricolor. Silas, que mesmo com a conquista do Gauchão nunca agradou a torcida, não conseguiu comandar o vestiário e dentro de campo o time desabou. Kroeff não tinha saída, demitiu Silas e foi buscar na Bahia o maior ídolo gremista para realizar uma missão: evitar uma nova queda para a segunda divisão. Mas Portaluppi foi além.

Na mão dele o Grêmio voltou a ser um time. Os problemas no vestiário desapareceram, já dentro de campo o Tricolor renascia. A vitória contra o Corinthians foi o marco zero da recuperação gremista. Ao final da partida Portaluppi disse eufórico: “Vitória de quem quer chegar na Libertadores”. A partir dali o Grêmio teve uma recuperação extraordinária. Renato, além de dar um ótimo padrão de jogo à equipe, recuperou o futebol de Douglas, jogador fundamental do meio campo Tricolor. Além disso, nomes desconhecidos como Vilson, Paulão e Diego Clementino, contratados por indicação de Portaluppi, se encaixaram perfeitamente no espírito Tricolor.

Resultado disso foi o título simbólico de campeão do 2º turno nacional e a vaga para a pré-Libertadores, algo impossível de se imaginar depois dos maus resultados de Silas. Portaluppi deu certo. Essa foi a grande notícia de 2010 para os gremistas. Para 2011, o Grêmio parte com uma boa base. Com contratações pontuais, o Tricolor tem tudo para brigar por grandes títulos, e por consequência, Portaluppi se consolidará cada vez mais como o maior ídolo da história gremista.

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