A culpa é dos clubes

Do globoesporte.com:

O zagueiro Miranda fará exame de imagem em Los Angeles nesta quinta-feira, e pode ser o sétimo cortado da seleção brasileira antes da Copa América.

Dunga -> CBF -> Federações -> Clubes.

Enquanto os protagonistas do futebol nacional forem condizentes com má administrações, nada mudará no esporte bretão.

A CBF soube tirar proveito do egoísmo dos dirigentes de clubes e chegamos neste estágio em que o torcedor – que tem em sua paixão diária por seu time a essência do esporte – leva um 7×1 todo dia.

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É no campo

O jogo de ontem entre Brasil e Chile colocou no centro do debate a questão emocional dos atletas brasileiros. Para alguns, ela está sendo fundamental para o mau desempenho da seleção. Já para outros, é apenas uma cortina de fumaça que esconde problemas técnicos e táticos do escrete canarinho.

Se fosse para escolher um ponto de vista, ficaria com o segundo. Entretanto, penso que o problema emocional está atrapalhando a seleção, e muito porque Felipão não consegue dar um padrão ao time. O esquema tático está superado e o bigodudo parece estar sem criatividade para mudar o esquema e as partidas, ou seja, as más atuações e o medo da eliminação eminente estão afetando o lado emocional de um time sem alternativas, ou melhor, com uma alternativa: Neymar. Além disso, jogar em casa pressiona ainda mais a família Scolari.

Desde 2001 sem uma conquista expressiva, a pressão por títulos é uma rotina gremista. Conforme o jejum aumenta, jogadores, comissão técnica e dirigentes têm que conviver não só com adversários, mas também com essa ansiedade que a torcida carrega há anos.

Por mais que essa nossa ansiedade possa atrapalhar em determinados momentos, penso que ela nunca será um fator determinante. O que precisamos para voltar a vencer é jogar um bom futebol com alternativas táticas e criativo.

Acredito que com o elenco atual, Enderson Moreira pode fazer um excelente trabalho. A pressão da torcida deve ser respondida dentro de campo, com uma equipe competitiva e pronta para vencer, inclusive considerando aspectos emocionais.

Seja o Brasil ou o Grêmio, as questões extra-campo serão deixadas de lado se dentro das quatro linhas o futebol apresentado for promissor. Se Felipão está tendo dificuldades em fazer a seleção jogar bem, que Enderson aproveite essa pausa e dê ao Tricolor a cara de uma equipe vencedora, afinal de contas, é na cancha que se vence.

Publicado originalmente gremiolibertador

Onde estão nossos centroavantes?

E Diego Costa escolheu jogar pela Espanha. Ajudado pela regra esdrúxula da Fifa, o centroavante decidiu defender a Fúria. Questão particular e indiscutível.

Em contrapartida, algumas reações chamaram a atenção. O presidente da CBF gritou: “Vamos lutar até as últimas consequências para que ele jogue pelo Brasil.” Além de desconsiderar a escolha do atleta, Marin parece querer obrigar o camisa 9 a vestir a amarelinha – o mandatário da CBF parece não esquecer seu passado ditatorial. Torcedores – via redes sociais – execraram a escolha de Diego. Traidor (?) foi um dos adjetivos usados para definir o jogador.

camisa 9

Evidente que o bom momento vivido pelo atacante despertou o interesse de Felipão sobre o atleta, por outro lado, esse desespero também nos mostra como vivemos uma escassez de centroavantes de qualidade. As opções para o posto ficam, por hora, em Fred, Jô, Leandro Damião, quem mais?

Num passado recente, Ronaldo, Romário e Careca foram unanimidades, atualmente não as temos. Para piorar a situação, é cada vez mais raro encontrar nas categorias de base aquele jovem com um perfil parecido daqueles grandes finalizadores que trajaram a amarelinha.

Se a tendência é formarmos atacantes rápidos e que pecam em posicionamento e presença dentro da área, o ‘choro’ por Diego Costa faz sentido. Em breve, achar um camisa 9 para a seleção será tarefa árdua.

O que há com Mano Menezes?

Mano Menezes só foi treinar a Seleção Brasileira porque Muricy Ramalho disse não à CBF.

Mano não era o preferido de Ricardo Teixeira, que se viu sem alternativas e contratou o então treinador do Corinthians.

No Grêmio, Mano fez um bom trabalho. Além de tirar o time da Série B – fato que se repetiu na equipe paulista – levou uma equipe mediana ao vice-campeonato da América.

Já em São Paulo, levou o Timão a conquista da Copa do Brasil – com uma equipe que jogava num 4-3-3 à moda antiga.

Ainda engatinhando como um treinador de renome nacional, Mano chegou a Seleção.

Até agora o treinador não consegue fazer um trabalho, no mínimo, regular.

O escrete canarinho começou 2012 mal.

Um futuro fracasso nas Olimpíadas de Londres pode ser fatal para a pernência do treinador a frente da Seleção.

Haja vista o comportamento nada sensato de Ricardo Teixeira quanto a um projeto para o futebol nacional.

Talvez Mano esteja pagando justamente pelo descaso da CBF.

Talvez nossa safra de jogadores seja mediana e ele não consiga fazer esse time jogar mais do que vem jogando.

Talvez Mano não esteja pronto para treinar a Seleção.

Muitos são os fatores que levam a Seleção a jogar mal, mas uma coisa é certa: do jeito que está, a Seleção não passará nem perto do Maracanã em 2014.